MP de Santa Catarina pede exumação do corpo do cão Orelha para complementar investigações
CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial]
February 10, 2026
O Ministério Público de Santa Catarina pediu, na tarde desta terça-feira (10), a exumação do corpo do cão Orelha e também novas diligências que terminou com a morte do cachorro comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, no começo de janeiro. O órgão verificou a necessidade de complementação das investigações. A medida foi adotada depois de uma análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência registrados. Procurado pelo G1, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina disse que não pode informar se o pedido vai ser aceito, já que o processo tramita em segredo de justiça. O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído na última terça-feira e a polícia apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal. Foi solicitada a internação do jovem. Além dele, três adultos foram indiciados por suspeita de coação no processo. Segundo a polícia, não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão ao cão Orelha. Então, o laudo foi baseado indiretamente em um atendimento veterinário, que apontou a causa da morte, que foi um golpe na cabeça, por objeto contundente. Além disso, Ministério Público divulgou que vai apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, no caso da investigação de maus-tratos ao cão comunitário. Ele também é alvo de um procedimento preparatório. Agora, o procedimento vai avaliar a necessidade de instauração de um inquérito civil para possíveis ações judiciais. O Ministério Público justificou a abertura a partir do recebimento de diversas representações contra a conduta do delegado. O objetivo do procedimento, segundo o órgão, é apurar se teria havido abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa. Ulisses foi procurado, afirmou que ainda não foi notificado e que não tem como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Segundo ele, ele não é e nunca foi responsável pela investigação.
Discussion in the ATmosphere