Nos EUA, YouTube e Meta são condenadas por causar vício em jovem
Um júri nos Estados Unidos considerou que Meta e YouTube (que pertence ao Google/Alphabet) são culpados por terem criado recursos que tornam suas plataformas viciantes, responsabilizando as Big Techs por problemas de saúde mental de uma jovem de 20 anos.
A decisão desta quarta-feira (25.mar.2026) coloca em evidência a característica viciante de plataformas de redes sociais, cujos algoritmos tradicionalmente premiam engajamento, controvérsia e divisionismo em detrimento de conteúdos de qualidade. Essas redes ganham dinheiro em cima de anúncios e, quanto maior o tempo do usuário nelas, maior seu lucro.
Não é de hoje que essas plataformas, incluindo TikTok e Snapchat, entre outras, são acusadas de tornar seus produtos cada vez mais viciantes, analisando cada aspecto de interações de usuários para aumentar seu tempo de tela.
Em 2023, a Meta foi processada coletivamente sob alegação de que vicia jovens em suas redes.
Um executivo da Meta anunciou em 2024 que a plataforma passou a usar novos mecanismos de inteligência artificial para aumentar o tempo de uso de seu produto de vídeos curtos Reels, seguindo números expressivos, com alta de até 10% do uso de tela em testes iniciais.
A empresa de Mark Zuckerberg também foi recentemente condenada a pagar US$375 milhões por ter enganado usuários sobre a segurança de suas plataformas em relação à exploração sexual de jovens.
Como o Núcleo mostrou em 2024, um perfil de exploração infantil com 48 mil seguidores ficou meses no ar sem nenhuma moderação.
Deepfakes de exploração sexual infantil começam a pipocar no InstagramFerramentas de IA generativa estão começando a ser usadas para criar imagens de corpos infantis e adolescentes em posições e com roupas sexualizadasNúcleo JornalismoLeonardo CoelhoInstagram ignorou perfil que sexualiza crianças com 48 mil seguidoresInstagram ignorou por meses página de conteúdo sexualmente sugestivo de menores de idade com 48 mil seguidores, apesar de denúnciasNúcleo JornalismoSofia Schurig
Via New York Times [1]__ [2]
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