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Novo financiamento dá força para a construção da EF-118 entre RJ e ES

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] June 13, 2026
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Trens em ferrovia: obra da nova via é vista como fundamental para fortalecer a economia do Espírito Santo | Foto: Divulgação Uma nova linha de crédito para financiar projetos ferroviários anunciada pelo Ministério dos Transportes e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode contribuir para destravar investimentos na EF-118, projeto para ligar Vitória e o Rio de Janeiro.É o que afirma o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona.O novo mecanismo foi revelado pelo superintendente de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim, durante o evento “Novos Caminhos sobre Trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil”, na Arena B3, em São Paulo.O objetivo é ampliar a participação privada no setor e fortalecer projetos ferroviários. Os projetos contemplados terão prazo de 40 anos de financiamento, contra um período que costuma girar em torno de 20 e 25 anos em outros empréstimos do banco para infraestrutura, destaca a Agência Infra.Dentro dessa linha haverá a opção de utilização de mecanismos de carência flexíveis, adequados ao prazo de investimento dos projetos, afirmou o superintendente.“Com isso permitimos um maior nível de alavancagem, ajuda a viabilizar os investimentos (…) Iremos usar nessa linha também todas as inovações que o BNDES tem feito nos diversos projetos de infraestrutura, que tem usado muito nos projetos rodoviários”, disse Borim à agência.Baraona comentou que a EF-118 é uma obra “extremamente aguardada” e fundamental para ampliar a competitividade logística e fortalecer a economia capixaba.“Para além da disponibilidade de crédito, é fundamental garantir segurança jurídica, previsibilidade regulatória e agilidade na tomada de decisões. O País precisa acelerar a execução de projetos estruturantes”, afirma.Baraona disse ainda que existe interesse do mercado em investimentos ferroviários, mas o principal desafio continua sendo transformar intenção em obras efetivamente realizadas. Investimento inicial é de R$ 4,2 biPrazo maiorA linha de crédito específica para os projetos ferroviários, anunciada pelo Ministério dos Transportes e pelo BNDES, terá prazo de 40 anos de financiamento, contra um período que costuma girar em torno de 20 e 25 anos em outros empréstimos do banco para infraestrutura.Dentro dessa linha haverá a opção de utilização de mecanismos de carência flexíveis adequados ao prazo de investimento dos projetos.A iniciativa fortalece projetos como a Ferrogrão e a EF-118, que demandam um alto volume de recursos.O investimento inicial necessário (Capex) para a construção da ferrovia é de R$ 4,2 bilhões, segundo a ANTT. Já para a operação (Opex), estimam-se R$ 3,5 bilhões.A União entrará com R$ 4,1 bilhão de participação, sendo R$ 2,8 bilhões da MRS, frutos de um repasse após um acordo de repactuação contratual de concessão. “Questão regulatória ainda é um problema”Para o diretor de Inovação e Energia do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDmec), Carlos Sena, melhorar a atratividade por meio de uma linha de financiamento pode trazer mais competitividade para o projeto, mas apenas em um segundo momento. Antes, é preciso resolver os problemas de outorga.“Existe um problema regulatório para fazer a outorga dela. Parte do trecho pertence à Vale a outra parte percente à FCA e tem um meio do caminho que precisa ser construído. Então o imbróglio não está no financiamento, mas na constituição da outorga”, diz.Equacionada a questão da outorga, diz ele, a melhora da atratividade por meio da linha de crédito vai trazer maior competitividade no leilão para poder definir a empresa responsável.Sena ainda comenta que no trecho da ferrovia que vai de Vitória até Guarapari, concedido à Vale, há uma demanda pelo transporte de minério de ferro, o que pode justificar o investimento, devido a um temor relacionado a questões climáticas.“Todo o insumo que a Samarco precisa vem de Minas Gerais através do mineroduto. Existe um receio de o período de seca em Minas Gerais dificultar o transporte do minério pelo mineroduto”, diz Sena. Para ele, porém, é uma possibilidade ainda remota.

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