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"publishedAt": "2026-06-13T05:00:00.000Z",
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"Saúde"
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"textContent": "Bolsa com células CAR-T: projeto prevê a infusão em 81 pacientes até o fim do ano | Foto: Divulgação/Assessoria do Hemocentro do HC-FMRP Considerada uma das terapias mais inovadoras para tratamento de cânceres hematológicos, a CAR-T Cell, que está sendo desenvolvida no Brasil, apresentou resultados animadores em pacientes com leucemia e linfoma que já haviam esgotado outras possibilidades de tratamento.Dados preliminares apontam que mais de 87% dos pacientes tratados com a terapia CAR-T Cell tiveram resposta positiva ao tratamento. A CAR-T Cell utiliza células de defesa do próprio paciente, que são coletadas e modificadas em laboratório para reconhecer e combater as células cancerígenas. O tratamento é voltado principalmente para pacientes que não responderam adequadamente a terapias convencionais. O estudo é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Hemocentro de Ribeirão Preto, a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Butantan. As conclusões foram apresentadas ontem pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Apesar dos resultados promissores, o ministro ressaltou que o estudo ainda está em andamento e que pacientes continuarão sendo acompanhados e outros incluídos.“O estudo ainda está em andamento, são resultados preliminares, tem pacientes a serem recrutados ainda para ser o número total previsto no estudo”, explicou o ministro.O projeto prevê a infusão em 81 pacientes até o fim do ano, sendo que 75 deles já estão cadastrados. Os pacientes são acompanhados durante um ano, após a data de inclusão no estudo para avaliação da segurança e da eficácia da terapia.A expectativa do Ministério da Saúde é que, após a conclusão dos estudos e eventual aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a terapia possa ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).Hoje, tratamentos semelhantes disponíveis internacionalmente podem custar cerca 2,5 milhões de dólares por paciente.De acordo com o ministro da Saúde, a produção nacional da terapia poderá contribuir para reduzir custos e ampliar o acesso dos pacientes brasileiros a uma tecnologia que atualmente está entre as mais sofisticadas da medicina de precisão.Fique por dentroO que é a terapia CAR-T Cell?A CAR-T Cell é um tipo avançado de imunoterapia que utiliza as próprias células de defesa do paciente para combater o câncer. O tratamento começa com a coleta dos linfócitos T, células do sistema imunológico responsáveis por defender o organismo. Em laboratório, essas células são modificadas geneticamente para reconhecer e atacar as que são cancerígenas. Depois, elas são reinfundidas no paciente e passam a atuar de forma mais eficaz contra o tumor. Todo o processo, desde a coleta até a aplicação, leva cerca de 60 dias.Pesquisa brasileiraOs resultados preliminares apresentados pelo Ministério da Saúde demonstraram uma taxa de resposta de 87,5% entre pacientes com cânceres hematológicos tratados com a terapia. Muitos participantes apresentaram redução significativa dos tumores e, em alguns casos, houve desaparecimento completo da doença. O estudo envolve pacientes com Linfoma Não-Hodgkin B e Leucemia Linfoide Aguda B, dois dos tipos mais agressivos de câncer do sangue. Até o momento, 25 pacientes do SUS já receberam o tratamento, e a expectativa é chegar a 81 pacientes até o fim deste ano, sendo que 75 deles já estão cadastrados.Incorporação ao SUSEmbora os resultados sejam considerados promissores, o estudo ainda está em andamento. Pelas regras internacionais, os pacientes precisam ser acompanhados por pelo menos um ano após a aplicação da terapia para avaliação da segurança e da eficácia do tratamento. Depois dessa etapa, os dados serão analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa do Ministério da Saúde é que o processo regulatório seja concluído entre um ano e um ano e meio. Se aprovado, o tratamento poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).Fonte: Ministério da Saúde.",
"title": "CAR-T Cell: terapia inovadora reduz câncer em 87% dos pacientes"
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