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Árbitro barrado nos EUA antes da Copa acusa preconceito

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] June 9, 2026
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Somali Omar Abdulkadir Artan diz ter apresentado toda a documentação, passou 11 horas em entrevista e foi deportado para a Turquia | Foto: Reprodução/Instagram Impedido de entrar nos Estados Unidos às vésperas da Copa do Mundo, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan criticou a decisão das autoridades de imigração norte-americanas e afirmou acreditar que sua nacionalidade teve influência no caso. Em entrevista ao jornal The New York Times, o juiz demonstrou indignação após ser impedido de participar do torneio"Acho que eles têm um problema com o meu país", declarou.Artan integrava a lista de árbitros selecionados pela Fifa para trabalhar na Copa e faria história como o primeiro somali a atuar em uma edição do Mundial. Segundo o próprio árbitro, ele apresentou toda a documentação exigida para entrar no país, incluindo o visto apropriado e documentos relacionados à sua atuação na competição."Estou muito, muito desapontado. Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo", afirmou.O profissional relatou que passou por um longo processo de verificação ao desembarcar nos Estados Unidos. De acordo com seu relato ao jornal norte-americano, a entrevista com agentes da imigração durou cerca de 11 horas. Após a negativa de entrada, ele foi mantido sob custódia por mais algumas horas antes de ser colocado em um voo com destino à Turquia.Ainda segundo Artan, nenhuma explicação detalhada foi apresentada pelas autoridades para justificar a decisão.Considerado um dos principais árbitros do continente africano na atualidade, o somali, de 34 anos, acumulou nomeações importantes nos últimos anos. Entre elas, a final da Liga dos Campeões da África da temporada passada. Em 2025, ele também foi eleito árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF).A exclusão da Copa interrompe um momento especial na carreira do juiz, que classificou a participação no Mundial como a realização de um objetivo construído ao longo de mais de uma década de trabalho."Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo", lamentou.Em nota, a Fifa confirmou que Artan não poderá atuar na competição e ressaltou que não tem participação nos processos migratórios dos países-sede. A entidade informou ainda que foi comunicada pelas autoridades norte-americanas de que a situação do árbitro não será revista neste momento.Já o governo dos Estados Unidos afirmou que o somali teve a entrada negada após avaliações relacionadas à verificação de antecedentes, sem divulgar mais detalhes sobre o caso.

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