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"textContent": "Ana Karolina queria ter um negócio que a permitisse viver bem: “Minha saúde mental e eu merecíamos mais” | Foto: João Vitor Medeiros Por muito tempo, empreendedorismo feminino foi sinônimo de sobrevivência — liderado por mulheres que encontraram nos próprios negócios uma forma de garantir o sustento de suas famílias e o caminho para a ascensão social.A chegada da Geração Z ao mercado de trabalho, no entanto, está transformando este panorama: para elas, ser uma empreendedora de sucesso não está ligado somente a faturamento e ocupar espaços, mas também a ter liberdade e ser fiel aos seus valores.“Eu entendo que 'cheguei lá' quando, em uma terça-feira qualquer, posso parar, ir à praia e lembrar que tem uma vida lá fora. Isso, para mim, é sucesso”, define a empresária Ana Karolina Sabará.Apesar de se considerar uma empreendedora desde a adolescência, quando trabalhou como maquiadora, foi a vivência no mercado corporativo que a fez entender qual rumo seguir.“Eu queria ter um negócio que me permitisse viver bem. O que me fez trilhar um caminho mais maduro como empresária foi entender que minha saúde mental e eu merecíamos mais”, explica a jovem.Hoje, aos 25 anos, ela lidera um time formado por 10 profissionais e projeta um faturamento de R$ 1,5 milhão com a própria agência, que realiza mentorias para mulheres que também são empreendedoras.Segundo a psicóloga Michelly Gonçalves, essa tendência de comportamento pode ser explicada pelo contexto social da “Gen Z”, ou Geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2012.“Essas mulheres cresceram em um cenário mais conectado e dinâmico. Isso contribui para crenças relacionadas à autonomia e à busca por propósito. Muitas não enxergam o trabalho apenas como uma fonte de renda, mas como uma extensão da própria identidade”, aponta.Janaina Bufon, consultora de Recursos Humanos, destaca que essa nova visão sobre o empreendedorismo não deve excluir a base de um negócio.“O que mantém a empresa viva é a gestão. O propósito e a vontade são o motor. É inegociável estudar e se preparar”, recomendou.Equilíbrio e essênciaBusca por crescimento linear | Foto: Kadidja Fernandes/AT Um pequeno negócio que começou de forma despretensiosa é hoje o propósito de vida da jovem Letícia Leão, moradora de Vila Velha.Aos 25 anos e fundadora de uma marca de roupas slow fashion que leva o seu nome, ela conta que já vendeu peças para todo o Brasil, mas que prioriza o crescimento lento e linear. “Minha intenção nunca foi escalar, porque a marca é baseada na qualidade. Tudo aqui é feito para manter o que eu entrego desde o início. Consegui consolidar uma base de clientes muito fiéis, que buscam peças que fazem sentido, possam ser usadas em várias ocasiões e que durem de verdade”. Para ela, sucesso não é apenas sobre vendas. “É construir algo que tenha um propósito claro e que siga com a minha essência”.Geração Z: nativos digitais e o futuro do trabalhoA geração Z, também chamada de “Gen Z” ou “Zoomers”, é formada por pessoas nascidas entre os anos de 1997 e 2012.É caracterizada por seu ativismo social, diversidade e pela valorização da liberdade. | Foto: Canva",
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