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    "Economia"
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  "textContent": "Golpe pela internet: Pix, sites clonados e falsas centrais assustam | Foto: Canva O crime que mais assusta a população brasileira pode ser cometido sem armas de fogo, sem violência física e sem que a vítima saia de casa. Basta atender a uma ligação, clicar em um link ou acreditar em uma mensagem aparentemente confiável.De acordo com o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, 83,2% da população afirmam ter medo de cair em golpes digitais e fraudes financeiras pela internet ou pelo celular.Na lista dos maiores medos relatados aparece ainda: roubo à mão armada (82,3%), ser morto durante um assalto (80,7%), ter o celular furtado ou roubado (78,8%), ser roubado/assaltado na rua (78,6%), ser vítima de “bala perdida” (77,5%), ter a residência invadida (76,1%) e ser assassinado (75,1%).Segundo o relatório, os golpes digitais também foram o crime mais frequente vivenciado pelos brasileiros nos últimos 12 meses, atingindo cerca de 15,8% da população com 16 anos ou mais — o equivalente a 26,3 milhões de vítimas.No Espírito Santo, dados do Observatório da Segurança Pública mostram que, em 2025, foram registradas 52.407 denúncias de estelionato e fraude. Em 2026, até o último dia 30, já haviam sido contabilizadas outras 17.261 ocorrências.Somados, os dois períodos totalizam 69.668 registros. Os maiores volumes de denúncias concentram-se em municípios mais populosos, como Vila Velha, Serra, Vitória, Cariacica, Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari e Colatina.Especialista em crimes cibernéticos, EduardoPinheiro destaca que o receio da população deixou de estar concentrado nos crimes físicos e passou a incluir ameaças que chegam pelo celular, aplicativos bancários, redes sociais e mensagens fraudulentas.“Esse medo é alimentado pelo aumento dos golpes via Pix, falsas centrais de atendimentos, sites clonados, os constantes vazamentos de dados pessoais e técnicas de engenharia social que exploram a confiança das vítimas. Na maioria dos casos, o golpista não invade sistemas, mas manipula o comportamento das vítimas”.População está mais conscienteO avanço da conscientização da população, o aumento da cautela diante de abordagens na internet e o fortalecimento das investigações estão entre os principais fatores que têm contribuído para frear o crescimento dos casos de estelionato digital no Espírito Santo.É o que revela o delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno Gasperazzo Leite. Segundo ele, em parceria com o Ministério da Justiça, a corporação ampliou sua capacidade de resposta com investimentos em Inteligência Artificial (IA), sistemas avançados de investigação e capacitação contínua dos policiais.Ele explica que o estelionato digital não pode mais ser tratado como um simples caso de estelionato, cuja pena varia de quatro a oito anos de prisão. “Em muitos casos, uma mesma quadrilha utiliza contas laranjas, chaves Pix e ferramentas tecnológicas para aplicar dezenas de fraudes simultaneamente. A partir da análise de uma única conta bancária, conseguimos conectar dezenas de vítimas e identificar toda uma estrutura criminosa”.De acordo com ele, dependendo da complexidade do esquema e das provas, os envolvidos podem responder por organização criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica ou uso de documento falso e invasão de dispositivo informático. “Somadas, as penas podem chegar a 20 anos ou até 30 anos de prisão”, disse o delegado-geral. Saiba maisMetodologiaO estudo utilizou metodologia quantitativa por meio de entrevistas pessoais. Os entrevistados foram abordados em pontos de fluxo populacional, distribuídos geograficamente nas áreas pesquisadas. AbrangênciaO levantamento teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes, em todas as regiões do Brasil, em 137 municípios. EntrevistadosA amostra total foi de 2.004 entrevistas. A pesquisa foi realizada com a população brasileira, de 16 anos ou mais. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha.",
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