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    "Economia"
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  "textContent": "Giannetti defendeu maior capacidade do Brasil de negociar simultaneamente com EUA, China e União Europeia | Foto: Fábio Nunes/AT A rivalidade entre três grandes blocos econômicos — os Estados Unidos, a China e a União Europeia — pode colocar o Brasil com papel de destaque na economia mundial, avalia o economista Eduardo Giannetti.Para isso, investimento em tecnologia e em capital privado são necessidades urgentes no percurso de obter melhores condições de mercado e atrair empregos mais produtivos, diz o especialista.Ele foi um dos palestrantes no evento para empresários realizado ontem, na área verde do clube Álvares Cabral, durante a Semana S do Comércio, promovida pela Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES).Giannetti reforça que o Brasil precisa sair de uma condição de exportador de matéria-prima bruta, que depois é transformada e muitas vezes comprada de volta.“Nós temos energia renovável, nós temos uma produção alimentar que é imprescindível para a ordem mundial, e temos que saber jogar, negociando com essas três forças econômicas, de modo a obter de cada uma aquilo que o Brasil precisa, que é fundamentalmente tecnologia e capital”, diz.Um desafio, no entanto, é a política fiscal, especialmente a taxa de juros, em patamares elevados e com previsão de redução moderada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). “No início do próximo governo, seja ele qual for, o Brasil vai ter que enfrentar a questão fiscal. E isso é uma coisa que precisa necessariamente ocorrer no início do mandato”, diz.O especialista também defende medidas antidumping — como no caso do aço e minério, produzidos no Estado. “O Brasil tem que se proteger desse tipo de competição, que é chamado dumping e que prejudica muito a nossa produção”, afirma Giannetti.A guerra no Oriente Médio, o fechamento do Estreito de Ormuz e as importações que prejudicam o mercado também são aspectos sensíveis da política econômica. A consciência de que “ninguém sai ileso” é defendida por Giannetti e também pelo professor de Relações Internacionais Oliver Stuenkel, também palestrante. Stuenkel: “Ninguém sai ileso” | Foto: Arquivo/AT “Uma das principais mensagens é que (os conflitos geopolíticos) não são ocorrências excepcionais, mas sim reflete o novo normal. O empresário, mesmo atuando em uma empresa nacional, precisa acompanhar de forma sistemática”, avalia Stuenkel.“É preciso ativar o comércio local” \"O e-commerce é um concorrente muito grande para o varejo. Precisamos fazer o relacionamento e ajudar o comércio” Idalberto Moro, presid. da Fecomércio | Foto: Arquivo/AT Em um cenário de competição acirrada com o mercado digital, comerciantes precisam “ativar” o potencial de concorrência. É o que afirma o presidente reeleito da Fecomércio-ES, Idalberto Moro.A internet, segundo ele, vem gerando prejuízos ao lojistas. “O e-commerce é um concorrente muito grande para o nosso varejo. Precisamos fazer o relacionamento e ajudar o comércio”, disse ele ontem, durante a Semana S. O evento, que marcou os 80 anos do Sesc-ES e Senac-ES, reuniu empresário do comércio e teve como tema o panorama do mercado mundial.Durante o dia, cerca de 30 empresários receberam a Comenda Antônio Oliveira Santos, honraria criada pela Assembleia Legislativa que reconhece a contribuição à sociedade. A comenda foi entregue pelo presidente da Ales, Marcelo Santos, e por Idalberto Moro.Para o diretor regional do Sesc-ES, Luiz Toniato, é preciso levar mais ao conhecimento público os serviços que o Sistema S oferece.",
  "title": "Semana S do Comércio: “País pode se beneficiar do momento geopolítico”"
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