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Investimento bilionário em ferrovia vai atrair empresas para o ES

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] May 9, 2026
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Trem da VLI em ferrovia: investimentos em melhorias estruturais | Foto: Divulgação/VLI Logística Mais empresas vão ser atraídas e novos empregos serão criados com as obras na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) após a renovação de contrato por mais 30 anos, com investimentos previstos no trecho entre Minas Gerais e o Espírito Santo.A VLI, que administra a centenária ferrovia (antiga Estrada de Ferro Leopoldina), vai investir cerca de R$ 10 bilhões no Corredor Leste, que liga Minas Gerais ao Espírito Santo, em conexão entre a Ferrovia Centro-Atlântica e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).O trecho de 257 km da FCA que corta 11 municípios do Estado e está desativado desde 2017, será devolvido a União, e deve ser destinado para investimentos turísticos, atraindo empresas, segundo o subsecretário de Estado de Integração e Desenvolvimento Regional, Celso Guerra.Os cerca de R$ 10 bilhões contemplam, por exemplo, aquisição de vagões e locomotivas, manutenção e melhorias da malha e obras de resolução de conflitos urbanos. Entre as demandas do Estado para a ferrovia está o contorno ferroviário de Belo Horizonte, que ficará sob gatilho de demanda, dependendo de estudos.O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Paulo Baraona, destacou que outra obra que será estudada – o trecho entre Luziânia (GO) e Pirapora (MG) – conectará o Espírito Santo ao Cerrado com maior competitividade.A VLI estima alta de 63% no volume de cargas movimentadas no Estado através de fluxos de importação e exportação transportando cargas como grãos, fertilizantes e celulose, além de insumos e produtos acabados da indústria siderúrgica, com a renovação do contrato.Este aumento vai proporcionar a atração de mais empresas que trabalham com essas cargas para o Estado para ter estruturas próximas dos portos, desta forma criando oportunidades de empregos diretos e indiretos, destacou o consultor empresarial Durval Freitas.“Vai ampliar o interesse de mais produtores de grãos, principalmente soja e fertilizantes, para escoamento da produção pelo Estado, com construção de silos e depósitos, além de oportunidades para empresas de transporte na região, criando muitos empregos”, disse.Potencial turístico com devoluçãoO trecho da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) no Estado que será devolvido para a União tem grande potencial turístico. Os 11 municípios cortados pelos 257 km de ferrovias tem planos como o “Trem das Montanhas” e uma ciclovia turística.É possível construir uma cadeia produtiva para o desenvolvimento do turismo: hospedagem, gastronomia, artesanato, agroturismo, turismo cultural entre outros, segundo o subsecretário de Estado de Integração e Desenvolvimento Regional, Celso Guerra.“São atividades intensivas em mão de obra local, com forte efeito multiplicador nos municípios da região serrana e que se somariam às vocações naturais da região, particularmente o agroturismo e o turismo de inverno”, explicou.O percurso do “Trem das Montanhas” operado até 2013, com seus cerca de 50 km entre Viana e Marechal Floriano, atravessando trechos de Mata Atlântica, túneis e viadutos históricos já demonstrou um tipo de experiência sem par no estado, demonstrando seu potencial de diferenciação turística, destacou o subsecretário.O projeto de retomada vem sendo articulado de forma protagonista por Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano e Alfredo Chaves, com apoio institucional do governo do Estado, explicou Guerra.Segundo o deputado federal Gilson Daniel, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou uma reunião para terça sobre a devolução de trecho da FCA e repasse para os municípios.Logística e turismoDevolução do trecho desativadoOs trechos da ferrovia abandonados entre Itaboraí (RJ) e Vitória serão devolvidos a União, com pagamento de indenização.No total dos 3.100 quilômetros, a indenização é estimada em R$ 4,2 bilhões, que podem ser destinadas para viabilizar projetos que beneficiarão as comunidades ao longo do traçado.No trecho do Estado, alguns projetos são previstos, como a volta do “Trem das Montanhas” em um trecho e a construção de construção de uma grande ciclovia turística, em outra parte. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou uma reunião sobre o assunto para a próxima terça-feira.Uma vez que a devolução se formalize, a União poderá ofertar esses trechos a outros operadores, por chamamento público ou por novas concessões. A possibilidade de reaproveitamento para transporte de cargas e principalmente turismo, existe do ponto de vista regulatório.Um estudo preliminar do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a estatal Infra S.A, vinculada ao Ministério dos Transportes, apontou que um dos corredores considerados promissores nesta região é o trecho entre Itaboraí e Vitória, mas o ministério não deu mais detalhes.InvestimentosA proposta de prorrogação por mais 30 anos prevê investimentos de cerca de R$ 30 bilhões e a criação de 10 mil empregos ao longo do período da concessão em todo o País.Especificamente no Corredor Leste, que liga Minas Gerais ao Estado, estão previstos cerca de R$ 10 bilhões em investimentos. O aporte contempla aquisição de vagões e locomotivas, manutenção e melhorias da malha e obras de resolução de conflitos urbanos.A proposta de renovação da FCA também prevê a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para o contorno ferroviário de Belo Horizonte, que é avaliado como fundamental para o Espírito Santo.Outro investimento importante é a requalificação do Ramal Piraquê-Açu, que conecta a linha tronco da EFVM ao complexo portuário na região de Aracruz, no Norte do Estado, onde se concentra o Parklog ES, com investimento estimado em cerca de R$ 500 milhões. O trecho é da Vale e utilizado também pela VLI.Ferrovia Centro-AtlânticaA FCA é administrada pela VLI Logística, empresa que é uma das gigantes. A via férrea é a maior em extensão do Brasil, com 7.200 quilômetros ao longo de sete estados e o Distrito Federal, sendo 257 km no Estado, em 11 municípios. Ferrovia Centro-Atlântica | Foto: Divulgação/VLI Logística O trecho no Estado passa por Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul.A FCA passa também por Minas, Bahia, Goiás, Rio, São Paulo e Sergipe. É responsável por cerca de 65,3% das 61,2 milhões de toneladas de cargas transportadas pela VLI em todas suas ferrovias.Desde 2017, o trecho da FCA no Estado está desativado. A VLI movimenta cargas no ES pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), e a conexão da FCA com a EFVM acontece na região metropolitana de Belo Horizonte.Através desta conexão com a EFVM, forma um corredor de escoamento de grãos e açúcar do Centro-Oeste do País e de Minas para os portos capixabas

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