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"textContent": "Para o diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, o consumo de álcool segue como um dos principais fatores de risco no trânsito | Foto: Divulgação/Detran A recusa ao teste do bafômetro tem se consolidado como um dos principais desafios nas ações de fiscalização no trânsito. Somente este ano, 3.300 motoristas já se recusaram a realizar o teste no Espírito Santo, segundo dados do Detran-ES. Do total, aproximadamente 2.200 foram autuados diretamente pelo órgão.O número acende um alerta em meio às campanhas do Maio Amarelo, que buscam conscientizar sobre a importância de atitudes responsáveis ao volante. Recentemente, durante o feriadão de abril, entre 18 e 21, mais de 70 motoristas se negaram a fazer o teste em blitze realizadas em Vitória. Ao todo, 736 condutores foram abordados no período.A recusa não livra o motorista das penalidades. O condutor que se recusa a realizar o teste do bafômetro comete uma infração gravíssima, com sete pontos na carteira, multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.Além das consequências legais, a prática também levanta preocupações sobre segurança viária. Para o diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, o consumo de álcool segue como um dos principais fatores de risco no trânsito. “Mesmo pequenas quantidades já afetam a capacidade de percepção, visão e reflexos. Além disso, o álcool reduz os inibidores, fazendo com que a pessoa se sinta mais propensa a descumprir regras”.O cenário, segundo os especialistas, reforça a necessidade de intensificação das ações de fiscalização e conscientização.Segundo o gerente de fiscalização do Detran-ES, Jederson Lobato, o trânsito é um ambiente compartilhado, onde decisões individuais impactam diretamente a vida de outras pessoas. “Quando o condutor passa a enxergar o outro como alguém que também tem uma vida e uma família, ele tende a adotar comportamentos mais seguros, como não beber e dirigir e respeitar as regras”, destaca.Segundo o capitão Anthony Moraes Costa, consultor em Segurança Viária, para se ter mais respeito às leis de trânsito deve-se investir em educação. “Um trabalho a ser desenvolvido desde criança, com apoio das escolas e da família”.",
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