{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreihp477lm5nrvvshyqvqg2knfap6y3ur2vfnxpkgneysbvjwveteaa",
"uri": "at://did:plc:nrr6yppar26qag7p2q3rawp7/app.bsky.feed.post/3mkcqrtxqela2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreidl6ed3xhq63lfjqydxyoifhz4mz3gwzxyyyw2g2eunhb7u3smkym"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 397804
},
"path": "/agro/es/vida-de-pesca-amor-ao-mar-resiste-aos-custos-altos-e-aos-limites-299807",
"publishedAt": "2026-04-25T06:20:00.000Z",
"site": "https://tribunaonline.com.br",
"tags": [
"Agro ES"
],
"textContent": "Isaias Sabadine: “Já pesquei tubarão, mas de forma incidental. Tem outros peixes que a gente prefere” | Foto: Divulgação O amor pelo mar fala alto entre os pescadores — tanto que, quando perguntados sobre os desafios da profissão, alguns precisam pensar antes de responder. Mas, aos poucos, as dificuldades vêm à tona.“O tempo ruim às vezes não deixa a gente pescar. O preço do combustível também é um desafio”, conta o pescador Isaias Sabadine, 69 anos. Há 15 anos, ele decidiu se dedicar integralmente à atividade, em parte por causa do desgaste físico de outras profissões.“Hoje eu vivo disso. Antes, trabalhei em várias empregos, como pedreiro, mas meus braços já não aguentavam aquele tipo de serviço. A pescaria é mais leve”, diz.O aumento do diesel, e também das taxas, também pesa no dia a dia de Bras Clarindo Filho, pescador experiente de Vitória, nascido em Conceição da Barra.Dono de embarcações desde “que nasceu” - a família já tinha barco - ele afirma que os custos têm avançado mais rápido do que a renda.“O diesel vai aumentar 25% e eu não tenho como repassar isso no meu produto. A exportação também está sendo taxada. Está difícil vender para fora”.Para ele, no entanto, o maior entrave está nas regras da atividade.“É tanta proibição que a gente acorda no outro dia sem saber o que fazer. É portaria em cima de portaria, muitas vezes sem estudo, oprimindo o pescador brasileiro”.Já para Antônio Newton, 68 anos, as dificuldades existem — mas ficam em segundo plano diante do vínculo com o mar.“Quem é pescador é porque gosta. A pesca não é fácil, mas eu gosto de navegar, pescar meu peixe, ver o mar e o sol nascendo lá fora”.Ele começou ainda jovem, influenciado pelo pai, que pescava em rios. Anos depois, já em Vitória, se aproximou dos pescadores locais e nunca mais deixou a atividade. Hoje, integra a colônia Z-11, na Serra.“Já pesquei tubarão, mas ele vem de forma incidental. Tem outros peixes que a gente prefere para exportar”, relata.",
"title": "Vida de pesca: amor ao mar resiste aos custos altos e aos limites"
}