Mercado de bicicletas tem 6.369 empresas no Espírito Santo
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April 18, 2026
Fábio Jacinto contou que as bikes são procuradas para utilização no dia a dia, como locomoção para o trabalho | Foto: Kadidja Fernandes/AT O Espírito Santo tem registrado crescimento no número de empresas do segmento de bicicletas, refletindo o aumento do interesse da população por mobilidade sustentável e atividades ao ar livre.Atualmente, são 6.369 empresas de bicicletas em funcionamento no Estado, que incluem lojas e oficinas de manutenção, por exemplo, segundo a Junta Comercial do Estado (JUCEES). Em 2022, por exemplo, eram 4.563 empresas.Esse avanço acompanha uma tendência nacional. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção de bicicletas no País deve chegar a 350 mil unidades em 2026, o que representa um crescimento de 4,3% em relação a 2025.O cenário indica continuidade do processo de reorganização produtiva. A avaliação é que o mercado deve absorver novos modelos e acompanhar mudanças no perfil de consumo, segundo Fernando Rocha, vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo.A expectativa é de crescimento sutil para os próximos anos, aproximando-se cada vez mais do período anterior à pandemia, disse Luiz Saldanha, diretor-executivo da Aliança Bike.“Entendendo também que o mercado das bicicletas usadas segue bastante movimentado e estimulando o comércio de componentes”. Na Grande Vitória, esse cenário é ainda mais favorável graças à boa rede de ciclovias, que incentiva o uso da bicicleta tanto para lazer quanto para deslocamento diário. A infraestrutura contribui diretamente para o aumento da demanda por bicicletas e serviços relacionados, impulsionando ainda mais o setor no Estado, destacaram empresários do setor.Proprietário da Vix Planet Bike, Fábio Jacinto dos Santos afirmou que as bicicletas são procuradas para utilização no dia a dia, como locomoção para o trabalho. “O modelo mais procurado no mercado hoje é a bike chamada de autopropelido, que tem um acelerador, um pedal assistido e limita a velocidade até 32 km/h”.No caso de bicicletas comuns, as mais vendidas são os modelos com marcha tanto no adulto como no infantil, segundo o proprietário da Tecnobike, Edi Suliman.Ele explicou que tem modelos de entrada mais simples que custam na média de R$ 600 até R$ 1.500, mas há modelos profissionais que chegam a média de R$ 100 mil.“Bicicletas para trilha, com pedal assistido e motor central, começando em R$ 8 mil, R$ 20 mil, R$ 40 mil e até passando dos R$ 100 mil, que são para ciclistas de alta performance”.BicicletasSão 2.261 MEIs no setorCrescimento do mercadoO Espírito Santo registra crescimento contínuo do número de empresas de bicicletas.São atualmente 6.369 empresas ativas, quase 2 mil a mais que em 2022, por exemplo.Do total de empresas em funcionamento, 759 são empresas de pequeno porte, 2.918 são microempresas e 2.261 são Microempreendedores Individuais (MEIs).Abrir uma empresa no segmento de bicicletas é um empreendimento promissor para os apaixonados por bicicletas, mas exige planejamento e atenção a diversos aspectos além do conhecimento técnico.Uma pesquisa de mercado detalhada é indispensável para avaliar a viabilidade do negócio. Entender os seguintes pontos é crucial: demanda local, concorrência, público-alvo e tendências.Uma bicicletaria com um ponto comercial e oficina nos fundos precisa de uma área de 150 metros quadrados, com espaços para área de vendas, administração, e área de oficina. Também deve haver um espaço para um balcão vitrine e atendimento.Maioria compra para utilizar no dia a diaA maior parte dos consumidores compra bicicleta pensando no uso prático do dia a dia — deslocamento para o trabalho, estudos ou tarefas rotineiras. Esse grupo costuma representar cerca de 70% dos consumidores.Lazer e esporteAproximadamente 25% adquire bicicletas para lazer, como passeios em parques, trilhas leves ou atividades em família. E em torno de 5% compra bicicletas com finalidade esportiva ou profissional. São atletas, principalmente.Valores de comercializaçãoBicicletas de entrada (uso básico/urbano): média entre R$ 600 e R$ 1.500.Bicicletas infantis: média entre R$ 300 e R$ 1.000.Bicicletas semi profissionais e alguns modelos profissionais: média entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.Bicicletas de estrada e de trilha: variam na média, entre R$ 8 mil e R$ 100 mil.Bicicletas elétricas: modelos mais populares variam entre R$ 4 mil e R$ 12 mil, mas há modelos mais avançados, com valores que alcançam R$ 25 mil, por exemplo.
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