Neoplasia na cervical: médicos explicam doença do narrador Luis Roberto
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April 13, 2026
Juliana Alvarenga diz que diagnóstico definitivo da doença que afeta Luís Roberto é feito com biópsia | Foto: Leone Iglesias/AT O narrador Luis Roberto anunciou que não participará das transmissões da Copa do Mundo 2026. O jornalista foi diagnosticado com uma neoplasia na região cervical e se afastou para realizar o tratamento. A pedido de A Tribuna, médicos explicam o que é a doença e os principais fatores de risco.A oncologista Juliana Alvarenga explica que a neoplasia é um crescimento anormal de células no corpo, podendo ser benigno ou maligno. No caso do narrador, a massa está localizada na região cervical, ou seja, no pescoço.“Quando o crescimento ocorre de forma lenta e não se espalha, trata-se de uma neoplasia benigna. O problema é quando há crescimento desordenado, com capacidade de invadir outras estruturas do corpo, caracterizando o câncer, que é uma neoplasia maligna”.Um tumor na região cervical pode afetar estruturas como cordas vocais, laringe e cavidade oral. No caso de Luis Roberto, ainda não se sabe a área exata atingida, mas o diagnóstico inclui exames de imagem e biópsia.“A suspeita geralmente surge a partir de exames de imagem ou da identificação de um nódulo. Porém, o diagnóstico definitivo só é possível com a realização da biópsia”, diz Juliana.Com o resultado, o tratamento varia conforme a localização e a gravidade do tumor. O cirurgião de cabeça e pescoço Marco Homero de Sá diz que a cirurgia costuma ser indicada em casos iniciais.“No início, é mais fácil retirar a lesão, com um menor impacto ao paciente. Em casos mais avançados, pode ser necessário combinar cirurgia com radioterapia ou quimioterapia”.De acordo com o oncologista Wesley Vargas Moura, os sintomas também dependem da localização do tumor.“No geral, é comum que os pacientes apresentem feridas na boca que não cicatrizam, dor ou dificuldade para engolir, caroço no pescoço e febre constante”.Entre os principais fatores de risco para tumores na região cervical estão o tabagismo e o consumo descontrolado de álcool, além de infecções pelos vírus HPV e Epstein–Barr.“Fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade ou sedentarismo, também influenciam”, conclui Wesley.Entenda Neoplasia na região cervicalA neoplasia é um crescimento anormal de células que formam um novo tecido, chamado de massa ou tumor.Pode acontecer em praticamente qualquer região do corpo, porque depende da existência células se multiplicando no local.Sendo na cervical, essa massa fica localizada na região do pescoço.É benigno ou maligno?O crescimento é benigno quando essas células não têm a capacidade de se espalhar para outros tecidos.É maligno quando as células podem se espalhar. Nesse caso, os tumores podem atingir estruturas como linfonodos, glândulas e a tireoide, além de áreas como cavidade oral, laringe e faringe.SintomasDependem do local afetado. No caso de ser na cervical, o paciente pode apresentar:Dores persistentes na garganta.Alterações na voz.Rouquidão.Sensação de caroço no pescoço.Dificuldade para engolir.Feridas e manchas na boca.Fatores de riscoConsumo de álcool.Tabagismo.HPV.DiagnósticoO diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética.Também podem ser necessários procedimentos específicos que permitem avaliar com mais precisão as vias aéreas superiores e a realização de uma biópsia.TratamentoO tratamento varia de acordo com a localização exata e o tipo de neoplasia.No caso das benignas, pode incluir cirurgias.Já para tratar as malignas, é comum o uso de outros procedimentos associados, como radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia.Números no Espírito Santo2023: 1.227 diagnósticos de neoplasias malignas da região cervical.2024: 888 casos.2025: 424 casos.
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