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Exposição no Cais das Artes vira atração no feriadão

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] April 3, 2026
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Fotografias de Sebastião Salgado (destaque): exposição fica aberta de quinta a domingo, das 10h às 18h, sendo a entrada encerrada às 17h30 | Foto: Kadidja Fernandes/AT O Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória, traz a exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, gratuita e sem necessidade de ingresso, e torna-se atração durante o feriado de Páscoa deste ano. A mostra fica aberta durante três meses.A exposição traz mais de 200 obras do fotógrafo no Museu do Cais das Artes, inaugurado em cerimônia que contou com a presença de autoridades e apresentação da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses).A mostra fotográfica, que já teve mais de 2,5 milhões de visitantes em 20 cidades ao redor do mundo, incluindo Paris, Roma, Londres, Rio de Janeiro e Belém, fica aberta de quinta a domingo, das 10h às 18h, sendo a entrada encerrada às 17h30. A lotação do museu é de 80 pessoas.A inauguração de mais um espaço cultural conecta o Estado com exposições internacionais, declarou o agora ex-governador Renato Casagrande, presente no evento.“Estamos realizando esse sonho da população capixaba, que é ter mais um equipamento de cultura que conecta o Espírito Santo com eventos e exposições nacionais e internacionais. Isso possibilita colocar o Estado no roteiro de grandes eventos culturais”, declarou.Trazer a obra de Sebastião Salgado para a inauguração do Museu do Cais das Artes foi uma forma de homenagear o trabalho do fotógrafo, destacou o agora governador Ricardo Ferraço.“Pela trajetória dele, e por tudo que representou, Sebastião Salgado é uma referência para todos nós brasileiros. E ter a exposição dele na nossa querida Vitória é uma homenagem para tudo o que ele fez”.Em breve, o Cais das Artes ganhará novas exposições e inaugurações, afirmou Fabricio Noronha, secretário de Estado da Cultura.“A exposição 'Amazônia' é uma experiência imersiva, e em breve teremos novas exposições. O Teatro do Cais está previsto para o último trimestre do ano. Ao longo de 2026, também vamos ativar a cafeteria, a biblioteca, e outros espaços expositivos”, afirmou.Rodrigo Rossi, diretor e chefe de representação da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) no Brasil, instituição que realiza a exposição em cooperação com o governo do Estado, pontuou a dimensão do Cais das Artes.“São 30 mil metros de área, o que dá cinco quadras de futebol da Fifa. São 200 toneladas de estrutura metálica, o que daria cinco aviões Boeing-747. Esses números mostram a dimensão e a relevância do Cais das Artes, que é um instrumento cultural importante e que queremos valorizar”, pontuou.“Amazônia é sagrada”, diz viúva Lélia Salgado, curadora da exposição, destacou a importância da floresta | Foto: Kadidja Fernandes/AT Presente na inauguração do Museu do Cais das Artes, Lélia Salgado, curadora da exposição “Amazônia” e viúva de Sebastião Salgado, falou sobre importância da floresta para o equilíbrio global.“A Amazônia é sagrada. A floresta é tão importante, porque eleva muito a umidade do planeta, e isso é muito importante para o equilíbrio ambiental do mundo. Nós precisamos proteger essa floresta tão linda e diversa, que é um bioma maravilhoso”, falou.A curadora, que também é arquiteta, designer, escritora e produtora, explicou que a exposição traz uma nova perspectiva sobre a Floresta Amazônica.“As fotografias comuns da floresta são todas planas. Para a exposição, nós fizemos fotografias de helicóptero, então é possível ver as montanhas e as chuvas caindo na floresta. Além disso, disponibilizamos muitos textos, com muita informação junto das fotografias. O público vai conhecer de verdade a Floresta Amazônica com a nossa exposição”, explicou.A mostra fotográfica conta com trilha sonora original, assinada pelo músico francês Jean-Michel Jarre.Lélia também revelou que se emocionou enquanto preparava a exposição, e continua se emocionando com o resultado de sete anos de pesquisas e expedições junto do falecido marido.“Eu me emocionei enquanto preparava as fotografias, e continuo me emocionando a todo o tempo. Foi um trabalho muito difícil de fazer a curadoria. Foram sete anos de trabalho com ele, com muita união e conversa. Mas no final das contas, o que interessa é como a gente mostra a história, o caminho que nós trilhamos a respeito do tema exposto e que, nesse caso, deu origem à exposição 'Amazônia'”, revelou.CENAS Sete anos de expedições na Floresta Amazônica deram origem à mostra | Foto: Kadidja Fernandes/AT Chuvas torrenciais, vistas de cima, caindo na Floresta Amazônica | Foto: Kadidja Fernandes/AT Vídeo com depoimento de lideranças indígenas da Amazônia | Foto: Kadidja Fernandes/AT Alto-relevo de fotografia para pessoas com deficiência | Foto: Nicolas Nunes

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