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Governo Lula decide enviar ao Congresso projeto para acabar com escala 6x1

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] April 2, 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviará um projeto próprio para acabar com a escala 6x1, uma das apostas do governo para esta eleição. A decisão vai na contramão do caminho escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que preferiu tratar o tema através de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).Na prática, ao enviar um projeto de lei com urgência constitucional, o governo Lula quer acelerar a votação na Câmara. Esse tipo de proposta precisa ser votada em até 45 dias e trava outras votações em plenário ao fim desse prazo. Já uma PEC, como foi escolhido por Motta, precisa passar por análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e uma comissão especial antes de ser analisada em plenário.O projeto de lei do governo deve ser enviado na próxima semana, segundo fontes palacianas ouvidas pela reportagem. Lula vinha sendo orientado há algumas semanas pelos ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Sidônio Palmeira (Comunicação) a mandar o texto, mas somente nesta semana decidiu de fato mandar a proposta.A previsão de Motta é de que a PEC que acaba com a escala 6x1 seja votada em plenário em maio, mas o prazo é apertado. O governo avalia que a tramitação pode atrasar na Câmara, o que dificultaria uma aprovação no Senado antes das eleições.O texto a ser enviado ainda não está fechado, mas o governo não deve abrir mão de três pontos da proposta: dois dias de folga, jornada máxima de 40 horas semanais e mudança sem redução de salário. A PEC original, proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), estabelece uma redução da jornada de 44 para 36 horas semanais.O presidente da Câmara passou a defender o fim da escala 6x1, mas ao decidir pela tramitação, afirmou que a PEC seria o melhor caminho justamente porque tem um tempo maior para debate. Motta considera que é preciso ouvir mais os setores produtivos e outros atores envolvidos para a construção de um texto que possa ser aprovado.Representantes do setor produtivo chegaram a sondar o governo por algum tipo de desoneração para as áreas mais impactados pela redução da jornada de trabalho. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, não haverá compensação do tipo.A avaliação na base governista é que, diante da popularidade do tema e da aproximação das eleições, mesmo uma versão considerada mais radical da proposta, se pautada, será aprovada. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada em março, 71% dos brasileiros consideram que o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido.O levantamento indica que o apoio cresceu em comparação ao registrado em pesquisa feita pelo instituto entre 12 e 13 de dezembro do ano retrasado, quando 64% se manifestaram a favor da medida, e 33% se posicionaram contra.

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