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Preço do petróleo abre a US$ 106 com tensão entre EUA e Irã

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] March 22, 2026
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No centro da disputa envolvendo a guerra no Irã, o preço do barril de petróleo Brent abriu as negociações na noite deste domingo (22) em relativa estabilidade, com alta de 0,1%. Às 20h, a cotação do petróleo Brent futuro para junho era avaliada em US$ 106.O conflito teve mais uma semana de ataques no Oriente Médio e a promessa feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de "aniquilar instalações energéticas" no Irã se o país não abrir o estreito de Hormuz.Em 9 de março, o contrato de maio do Brent chegou a alcançar US$ 119,46, o preço mais alto desde 29 de junho de 2022.Neste domingo, o Irã prometeu que atacaria os sistemas de energia e água de países vizinhos do Golfo se Trump efetivamente cumprisse a ameaça de atingir a rede elétrica iraniana nos próximos dias.A possibilidade de ataques iranianos aos sistemas de energia e água de países vizinhos pode abalar os mercados globais ao longo desta segunda (23). Segundo a Reuters, embora os ataques à eletricidade prejudiquem o Irã, os países vizinhos tendem a sentir ainda mais o dano, pois eles consomem cerca de cinco vezes mais energia per capita.Especificamente no caso de Bahrein e Qatar, a eletricidade é utilizada principalmente para alimentar as usinas de dessalinização que produzem 100% da água consumida localmente. Essas usinas utilizam água do mar para suprir mais de 80% das necessidades de água potável nos Emirados Árabes Unidos e 50% do abastecimento de água na Arábia Saudita.Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã disse que, se o país for atacado, o estreito de Hormuz será reaberto somente após a reconstrução das usinas hidrelétricas.Os mercados, sob forte pressão devido ao bloqueio da navegação, foram ainda mais abalados na semana passada, quando Israel atacou um importante campo de gás no Irã, e Teerã respondeu com ataques contra Arábia Saudita, Qatar e Kuwait, aumentando a possibilidade de danos que prejudiquem a produção de energia, mesmo que os petroleiros retomem a navegação.O bloqueio parcial do estreito de Hormuz causou a pior crise do petróleo desde a década de 1970. Os preços do gás na Europa subiram 35% na semana passada.A AIE (Agência Internacional de Energia) está pedindo que as pessoas reduzam a demanda por petróleo trabalhando mais de casa, voando menos e dirigindo mais devagar, enquanto a guerra abala os mercados globais de energia.A organização afirma que essas medidas, juntamente com ações como compartilhar carros e usar fogões elétricos, são necessárias para ajudar com a "maior interrupção de fornecimento da história do mercado de petróleo".Com a ameaça de agravamento dos conflitos, o presidente-executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, avalia desistir de sua participação em uma importante conferência de energia em Houston (EUA), marcada para acontecer na terça-feira (24).Fontes relataram à Bloomberg que a prioridade de Nasser é lidar com a situação no Oriente Médio. O comunicado oficial ainda não foi divulgado pelo executivo.Maior produtora de petróleo do mundo, a Aramco teve que redirecionar grande parte de seu petróleo bruto depois que a guerra praticamente fechou o estreito de Hormuz para a maior parte do tráfego de petroleiros. Ativos da empresa foram alvo de ataques aéreos iranianos.Nasser já havia alertado no início do mês que o impacto nos mercados globais de petróleo será "catastrófico" quanto maior for a extensão da guerra na região.

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