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Remédios vão ficar até 3,81% mais caros a partir de 1º de abril

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] March 20, 2026
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Paciente com medicamentos em mãos: aumento começa a valer oficialmente a partir do dia 1º de abril | Foto: Freepik A partir de abril, comprar medicamentos pode pesar mais no bolso dos brasileiros. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou o reajuste anual dos produtos em até 3,81%.O órgão, ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), define todos os anos o teto que pode ser aplicado pela indústria farmacêutica no valor dos medicamentos, divididos por diferentes categorias.No caso de medicamentos com maior concorrência no mercado, ficou autorizado reajuste de até 3,81%. Já os medicamentos que têm concorrência intermediária (nível 2) poderão aplicar um aumento de até 2,47%.Por fim, ficou estabelecido que os remédios com menor concorrência poderão ter um teto de reajuste de até 1,13%.O secretário-executivo da CMED, Mateus Amâncio Vitorino de Paulo, ressaltou que, apesar da autorização dos novos valores, o reajuste não é automático ou obrigatório para as empresas do setor farmacêutico.“A gente tem um controle de preços dos medicamentos. A CMED estabelece o preço máximo pelo qual o remédio pode ser vendido no País, e esse valor é reajustado todos os anos com base em uma fórmula”, afirmou.Segundo ele, o cálculo para definir o teto do reajuste parte do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas inclui outros fatores que reduzem o percentual final. “O reajuste de medicamentos não é maior que o IPCA.”A farmacêutica e correspondente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Espírito Santo, Michelly Marchiori, enfatizou que o impacto do reajuste não é necessariamente imediato para o consumidor.“Quando o aumento é autorizado, a indústria já atualiza suas tabelas. Mas as farmácias trabalham com estoque, então esse repasse pode acontecer aos poucos, conforme a reposição dos produtos”, afirmou.Segundo ela, o reajuste autorizado neste ano é sutil, por isso não deve ter um impacto tão grande. “O aumento é próximo ao do ano passado e abaixo de outros custos que vêm subindo no País”, disse.Análise “Consumidor deve pesquisar preços” Suellen Mendes, advogada especialista em relações de consumo | Foto: Divulgação “Os índices de reajustes definidos representam apenas o limite máximo permitido, não sendo obrigatória a aplicação integral.Por isso, o consumidor deve se manter atento e continuar pesquisando preços entre diferentes estabelecimentos, já que podem existir variações significativas e descontos aplicados.A regulação de preços no setor farmacêutico é essencial justamente por se tratar de um mercado sensível, que envolve produtos indispensáveis à saúde e, muitas vezes, à sobrevivência.Sem esse controle, aumentos desproporcionais poderiam comprometer o acesso da população aos tratamentos necessários e contínuos.”Saiba Mais Aumento é o menor dos últimos 7 anosReajuste anual de medicamentos Lista de preços máximos permitidos para a venda de remédios é disponibilizada para consulta no site da Anvisa | Foto: Agência Brasil Todos os anos, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabelece critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos.São definidos preços máximos de comercialização dos medicamentos no Brasil, bem como os índices máximos do ajuste anual de preços.Critérios para reajusteEntre os fatores que compõem a fórmula da CMED usada para definir os limites máximos de reajuste está o IPCA de fevereiro.O reajuste também leva em consideração outros critérios econômicos, custos de produção e produtividade do setor, garantindo equilíbrio entre acesso da população e sustentabilidade da indústria farmacêutica.Aumento em 2026Nível 3 (medicamentos com maior concorrência no mercado): até 3,81%.Nível 2 (medicamentos que possuem concorrência intermediária): até 2,47%.Nível 1 (remédios com menor concorrência): até 1,13%.Quando começa a valerA partir de 1º de abril, a indústria farmacêutica está autorizada a reajustar até o limite máximo o valor dos medicamentos.A fixação do reajuste não significa que a indústria tem obrigação de aumentar todos os medicamentos.O governo estabelece um teto máximo de aumento, mas cada indústria decide se aplicará o reajuste integral, parcial ou nenhum ajuste em determinados produtos.Para o consumidorO reajuste pode ser sentido em alguns produtos de imediato e em outros não, já que muitas farmácias ainda têm estoques comprados antes do reajuste dos valores.Nesse caso, o consumidor pode sentir a mudança de forma gradual.Além disso, o preço final pode variar de acordo com descontos, promoções e políticas comerciais das farmácias, além de programas de acesso a medicamentos.Reajuste anual médio nos últimos anosANO - %2005 - 6,64%2010 - 4,64%2015 - 6,35%2020 - 4,22%2021 - 8,44%2022 - 10,89%2023 - 5,60%2024 - 4,50%2025 - 3,83%2026 - 2,47%Como conferir o preço máximo do medicamentoA lista de preços máximos permitidos para a venda de medicamentos é disponibilizada para consulta dos consumidores e é atualizada mensalmente.A lista pode ser conferida no site: www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/cmed.Em caso de descumprimento das normas, as denúncias podem ser feitas no mesmo local.

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