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Paixão pelos bichos: corrida por Inteligência Artificial para entender os animais

Tribuna Online | Seu portal de Notícias [Unofficial] March 7, 2026
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Coleiras para cães já têm GPS, câmera e até medidor de batimentos cardíacos, e devem evoluir mais com IAs |  Foto: Divulgação/Motorola O crescimento do mercado pet é acompanhado pela presença cada vez maior da tecnologia nesse mercado, com coleiras inteligentes com GPS, câmeras de monitoramento e até celulares voltados para animais. Mas o que tem gerado uma verdadeira “corrida” entre empresas tecnológicas é a busca por maneiras para “traduzir” os miados e latidos. Saber o que os animais “falam” é uma curiosidade humana histórica, e com as IAs, empresas estão investindo para conseguir transformar esse “sonho” de tutores em realidade. O mercado até já tem “tradutores de pets”, mas a falta de precisão é vista pelas empresas como um problema a ser resolvido. Estima-se que os aplicativos de interação com pets movimentem bilhões de dólares por ano, e uma ferramenta confiável de “tradução” poderia revolucionar o relacionamento entre tutores e animais — além de abrir novos caminhos para monitoramento veterinário.Além disso, o desenvolvimento dessas tecnologias poderia auxiliar na proteção contra ameaças à vida selvagem, no monitoramento de comportamentos em habitats naturais e também na forma como a humanidade se relacionada com o meio ambiente. Um exemplo de “pet tech” que tem atuado com esse objetivo é a Traini, que levantou US$ 7,5 milhões para acelerar a produção de uma coleira inteligente, capaz de traduzir emoções caninas em frases compreensíveis para humanos. O dispositivo, que combina sensores biométricos e modelos de IA treinados com dados comportamentais de mais de 2 milhões de cães e de centenas de estudos, promete transformar latidos, batimentos cardíacos e sinais fisiológicos em mensagens como “estou ansioso” ou “quero brincar”.O André Cavalieri, especialista em comportamento canino, salienta que, na prática, essas coleiras não traduzem, de fato, os sentimentos do animal, mas analisam padrões fisiológicos e comportamentais.“Os sensores conseguem medir dados objetivos, mas esses sinais não são exclusivos de uma única emoção. Sem o contexto, a intepretação se torna limitada. Além disso, cada cão possui um perfil individual, influenciado por genética, raça, experiências prévias, ambiente e aprendizado. Isso dificulta a 'tradução emocional' universal”, pontua. Já na China, a gigante de tecnologia Baidu registrou uma patente para um sistema que poderia converter vocalizações de animais em linguagem humana. O projeto descrito pela Baidu não se limita apenas aos sons vocais. A tecnologia proposta envolve o uso de algoritmos avançados de machine learning e deep learning para analisar uma variedade de sinais comportamentais.

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