{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreibaujplgweulyf6awzinyfpbfuko5wcep5he6cw7m3quqstdxxamq",
    "uri": "at://did:plc:nrr6yppar26qag7p2q3rawp7/app.bsky.feed.post/3mfuweznaxk52"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreidzsx2743sc6oeipyrodgwtphxdjxsnw5xfwzffzvqt5osiwo5wdy"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 282785
  },
  "path": "/ciencia-e-tecnologia/celulares-e-eletronicos-vao-ficar-mais-caros-com-alta-em-imposto-no-brasil-293540",
  "publishedAt": "2026-02-27T20:00:00.000Z",
  "site": "https://tribunaonline.com.br",
  "tags": [
    "Ciência e Tecnologia"
  ],
  "textContent": "Haddad negou alta de preços ao consumidor, dizendo que mais de 90% dos itens envolvidos são feitos no Brasil |  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil — 07/10/2025 Mais de mil produtos vindos do exterior sofreram aumento no Imposto de Importação pelo governo federal. Entre os itens afetados pela medida do Ministério da Fazenda — e apoiada pela indústria, como forma de proteção à produção nacional —, estão os telefones celulares.O ministro Fernando Haddad negou veementemente que os preços irão subir: “Mais de 90% desses produtos são fabricados no Brasil. Ou seja, seguem a lei brasileira, nada a ver com a medida”.Há especialistas, no entanto, que dizem o contrário e veem possibilidade de os preços de produtos como eletrônicos e smartphones serem, sim, afetados.Advogado tributarista e empresarial, Marco Túlio Ribeiro Fialho disse que os celulares montados no Brasil não sofrem incidência direta do imposto sobre o produto final, mas podem ser impactados indiretamente pelo aumento do custo dos componentes importados utilizados na fabricação.Já Marcelo Loyola Fraga, economista e diretor-geral da Faculdade Capixaba de Negócios, avalia que o aumento no preço dos componentes importados deve ser repassado gradualmente aos consumidores, “especialmente em modelos premium ou em lançamentos futuros”. Ele, porém, vê o risco reduzido de alta abrupta para o consumidor final, considerando a porcentagem de celulares feitos no País.Fraga complementa que o efeito do imposto pode aumentar o preço de televisores, manutenção de máquinas médicas, valor de exames e grandes obras. “Setores intensivos em tecnologia importada, como eletroeletrônicos, equipamentos hospitalares e infraestrutura, podem sentir pressão de custos. O repasse, contudo, dependerá da concorrência, do câmbio e da capacidade de as empresas absorverem custo sem perder mercado”.O economista Ricardo Paixão avalia que a medida do governo pode trazer efeitos negativos, como menor variedade de marcas e modelos e possível perda de acesso a tecnologias mais avançadas. Mas, em médio prazo, diz, há efeitos positivos, como a criação de emprego na indústria e fortalecimento das cadeias produtivas internas.A Federação das Indústrias do Estado (Findes) saiu em apoio à medida. Segundo o presidente Paulo Baraona, a Findes defende a adoção de medidas que visem à proteção da indústria brasileira e ao aumento da competitividade do produtos nacionais no mercado interno.Saiba maisA medida Uso de celular: produção nacional |  Foto: Divulgação Foi publicada em 4 de fevereiro de 2026, no Diário Oficial da União, pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior.A Resolução GECEX 85233, oficializa o realinhamento das alíquotas de importação de Bens de Capital e de Informática e Telecomunicações.As novas alíquotas passaram a se concentrar principalmente nas faixas de 7,2%, 12,6% e 20%.Itens afetadosSão mais de mil e duzentos produtos que tiveram suas tarifas aumentadas, incluindo máquinas, componentes eletrônicos, computadores, celulares, roteadores, servidores, equipamentos médicos, equipamentos agrícolas e de construção, entre outros.Além de produtos de tecnologia e informática, como placa-mãe de computador, câmeras digitais, placas de vídeo (GPU), processadores (CPU), memórias, impressoras, periféricos e cartuchos de tinta ou toner.ZerarSegundo o ministro Fernando Haddad, se o produto é produzido fora do País e não tem similar nacional, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) está autorizado a zerar o imposto de importação imediatamente.CelularNo mercado brasileiro, cerca de 95% dos celulares são produzidos ou montados no País, enquanto aproximadamente 5% são importados oficialmente.O aumento da alíquota para 20% incide diretamente sobre os aparelhos importados como produto acabado, o que tende a elevar seus preços.Mas muitos dos insumos tiveram o preço elevado.ImpactoEntre as principais marcas de Smartphone, Xiaomi pode ser impactada por não fabricar no País.Já Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não seriam afetadas, segundo o governo.",
  "title": "Celulares e eletrônicos vão ficar mais caros com alta em imposto no Brasil?"
}