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  "publishedAt": "2026-02-24T21:56:15.000Z",
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  "textContent": "Materiais apreendidos durante a Operação Dublê |  Foto: Divulgação/MPES Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) no âmbito da “Operação Dublê”, que apura um esquema criminoso de furto, venda e adulteração de veículos no Espírito Santo e na Bahia. Entre os denunciados estão três policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos de Vitória, um empresário do ramo de revenda de veículos de Colatina e um intermediário residente em Teixeira de Freitas, na Bahia.A investigação foi instaurada para apurar a atuação de uma organização criminosa responsável pela comercialização de veículos adulterados, aplicação de golpes contra seguradoras e prática de crimes como roubo e furto de veículos, receptação, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.Ao longo das apurações, segundo o MPES, foi confirmada a existência de um grupo estruturado e estável, voltado à prática reiterada de adulteração e remarcação de veículos automotores, inserção de dados falsos em sistemas policiais por meio de registros fraudulentos de ocorrências de roubo e furto, além de fraudes contra seguradoras.De acordo com a denúncia, o objetivo do esquema era obter indenizações indevidas, ocultar e dissimular a origem ilícita de bens e valores e reinserir veículos adulterados no mercado formal. As condutas teriam causado prejuízos à fé pública, à administração da Justiça, às seguradoras e à coletividade.Ainda conforme o Ministério Público, o grupo contava com o apoio direto de policiais civis, que se valiam do cargo público para conferir aparência de legalidade às práticas criminosas, suprimir registros oficiais e viabilizar o recebimento indevido de indenizações securitárias.O empresário de Colatina, proprietário de uma revenda de veículos, atuaria em conluio com um dos policiais civis, registrando boletins de ocorrência falsos de roubo com o objetivo de obter indenizações indevidas junto a seguradoras.Já o denunciado residente em Teixeira de Freitas (BA) seria o principal fornecedor de veículos adulterados. Segundo o MPES, ele realizava a montagem e remontagem ilícita de automóveis e utilizava documentos de veículos sinistrados ou roubados para “legalizar” carros de origem criminosa.A pedido do Ministério Público, o Juízo da 3ª Vara Criminal de Colatina determinou o afastamento dos policiais civis das funções públicas, além do levantamento do sigilo dos autos.",
  "title": "Policiais civis e empresário são denunciados em esquema de veículos adulterados"
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