Prefeita de Juiz de Fora compara destruição a ‘Cem Anos de Solidão’ e diz esperar mais chuva forte
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February 24, 2026
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), comparou a destruição provocada pela chuva que atingiu o município à tragédia climática retratada pelo escritor colombiano Gabriel García Marques no fictício vilarejo Macondo, no romance “Cem anos de solidão”. Na literatura, o município é atingido por uma chuva que dura mais de quatro anos. “O que aconteceu ontem foi uma coisa inusitada. Parecia Cem anos de solidão, Macondo. Eu rezava para a chuva passar. Era intensa, destrutiva”, disse ela em entrevista à Globo News. “Foi uma coisa extraordinariamente ruim e nós estamos nos preparando para o pior que possa acontecer”, completou. A região permanece em alerta e deve receber mais chuvas nas próximas horas. Mais cedo, em vídeo divulgado nas redes socias, Margarida pediu que a população adote atividades reduzidas para evitar deslocamentos pela cidade, que enfrenta um estado de calamidade pública em razão das chuvas intensas. Segundo a gestora, fevereiro acumulou até então 584 mm de precipitação, se tornando o mês mais chuvoso da história do município.“Não estou dizendo que deve fechar o comércio mas acho, considerando a dificuldade das pessoas de se deslocarem para seus locais de trabalho, que nós tenhamos um dia de recuperação, restauração, até que a normalidade venha a ser obtida”, disse em um vídeo publicado ainda durante a madrugada.Juiz de Fora amanheceu com áreas alagadas e bairros ilhados, além de pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram. Diversas regiões registraram dezenas de deslizamentos e quedas de árvores além do desabamento de dois prédios.A prefeitura suspendeu as aulas das escolas municipais e recomendou que servidores da prefeitura trabalhem remotamente nesta terça-feira.Margarida destacou que o decreto de calamidade, assinado também durante a madrugada, permite à administração receber recursos federais, estaduais além de mobilizar voluntários e coordenar campanhas de arrecadação de bens essenciais para atender as pessoas afetadas. A prefeitura informou que ao menos 16 pessoas morreram e que cerca de 440 moradores permanecem desabrigados.“É uma situação extrema que exige medidas extremas. Nossa maior preocupação é a segurança da população e a preservação de vidas”, afirmou a gestora, acrescentando que todas as ações estão sendo coordenadas pela subsecretaria de Defesa Civil.1VÍDEO: chuva deixa mortos em Juiz de Fora; cidade em MG decretou estado de calamidade pública
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