{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreicsoh7lavp72chnr2h7umuijwcbskmyf2yojrnggpvvaat7fgeswa",
"uri": "at://did:plc:nrr6yppar26qag7p2q3rawp7/app.bsky.feed.post/3mfguhakbcam2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreid4jacemmv4jhuaf2wpiivecbsrn5zc5hf2klgfe6n2dwm4sur6qy"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 423388
},
"path": "/saude/cura-nem-sempre-estara-na-farmacia-diz-medica-sobre-saude-mental-292666",
"publishedAt": "2026-02-22T05:10:00.000Z",
"site": "https://tribunaonline.com.br",
"tags": [
"Saúde"
],
"textContent": "Cansaço crônico e estresse podem ser confundidos com TDAH | Foto: Freepik Em uma sociedade que exige produtividade, busca respostas rápidas para o cansaço mental e a dificuldade de foco – e oferece pouco espaço para descanso – a medicação surge como caminho imediato. Mas especialistas alertam: nem todo sofrimento psíquico se resolve com prescrição. “Muitas vezes, o que o paciente busca como TDAH é, na verdade, um transtorno de ansiedade não tratado ou apenas uma rotina incompatível com a saúde mental. Nem todo desconforto é patológico; às vezes, a cura está na mudança de hábitos, não na farmácia”, alerta Guilherme Coutinho, neurologista e coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Santa Rita.Segundo o médico, cansaço e distração pontuais são respostas normais a um mundo hiperestimulante. “Precisamos de autocrítica: como está o nosso sono? Qual a qualidade da nossa alimentação e o tempo de tela?”, destaca.O neuropsicólogo Rhamon Carvalho reforça ainda o contexto atual em que há altas exigências de produtividade, marcado por agilidade no raciocínio, multitarefas constantes e pouca tolerância a falhas ou pausas. “Esse cenário tem levado tanto pessoas sem TDAH a buscar estimulantes como forma de melhorar desempenho quanto adultos com TDAH leve ou previamente compensado a perceber prejuízos que antes eram manejáveis. O principal risco é a medicalização da vida cotidiana, em que cansaço crônico, sobrecarga emocional e estresse por conta do trabalho podem ser confundidos com TDAH”. A neurologista Soo Yang Lee destaca que nem todo paciente com TDAH precisa ser medicado, sendo que, muitas vezes, medidas simples ajudam a lidar com a questão. “Terapias comportamentais também ajudam bastante. Quando a impulsividade e o comportamento desafiador são intensos, pode haver necessidade de iniciar algum medicamento ainda na idade pré-escolar. O tratamento é sempre individualizado”.",
"title": "\"Cura nem sempre estará na farmácia\", diz médica sobre saúde mental"
}