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"publishedAt": "2026-02-21T05:30:00.000Z",
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"Brasil"
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"textContent": "Cintya Santos, porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n Na Marquês de Sapucaí, a bandeira de uma escola de samba não é apenas um adereço, é o DNA da comunidade.\n \n \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n\n\n \n\n \n \n \n \n\n \n\n\n\n \n\n \n \n \n\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n\n \n\n\n Na Grande Rio, Taciana Couto foi escolhida como porta-bandeira. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n Nem sempre a bandeira ou estandartes estiveram em mãos femininas. Nos antigos blocos e ranchos, o pavilhão era defendido por homens ou às vezes balizas que guardavam o símbolo com o próprio corpo contra tentativas de roubo das escolas rivais.\n \n \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n\n\n \n\n \n \n \n \n\n \n\n\n\n \n\n \n \n \n\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n\n \n\n\n Squel Jorgea, a notável porta-bandeira da Portela. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n Com o surgimento das escolas de samba modernas, a função se transformou. A força bruta deu lugar à nobreza feminina. O homem deu um passo ao lado para se tornar o Mestre-Sala e a mulher assumiu a missão de apresentar o “manto sagrado” ao mundo. Tornou-se um cargo de reverência, onde o erro custa décimos, mas a desenvoltura e a segurança viram história.\n \n \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n\n\n \n\n \n \n \n \n\n \n\n\n\n \n\n \n \n \n\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n\n \n\n\n Marcella Alves, porta-bandeira do Acadêmicos do Salgueiro. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n No início, não é apenas concentração, é uma oração ancestral. Ali, ela pede licença a quem veio antes e força para suportar o peso físico e simbólico que carrega durante todo desfile. É tanta devoção que o CPF some e a porta-bandeira se transforma.\n \n \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n\n\n \n\n \n \n \n \n\n \n\n\n\n \n\n \n \n \n\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n\n \n\n\n Rute Alves conquistou o título deste ano com a Viradouro. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n O grito que escapa da alma não é apenas canto, é o início do desfile, dá para sentir a energia da arquibancada subindo pelos pés. A explosão que vem após meses de ensaio, dor, mais ensaio e mais dor. Se o silêncio é a oração, o grito é a afirmação.\n \n \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n\n\n \n\n \n \n \n \n\n \n\n\n\n \n\n \n \n \n\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n\n \n\n\n Rebeca Tito começou na Paraíso do Tuiutí com apenas 4 anos. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n Não tem como falar de pavilhão sem reverenciar Selminha Sorriso. Com mais de 30 anos de uma trajetória impecável, ela personifica essa missão como ninguém.\n \n \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n\n\n \n\n \n \n \n \n\n \n\n\n\n \n\n \n \n \n\n \n\n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n\n \n \n\n \n\n \n\n\n Selminha Sorriso, da Beija-Flor, tem 30 anos de história na Sapucaí. Foto: Pedro Kirilos/Estadão\n \n Selminha mostra a gerações que técnica é fundamental, mas o que segura a bandeira no alto, sem nunca tocar o chão, é a paixão que transborda. “A bandeira é a nossa oração escrita em cores”, ela diz. E no asfalto, entre o silêncio e a explosão, o samba encontra a sua mais fiel guardiã.1Ideval Anselmo, uma das referências do carnaval de SP, morre aos 85 anos",
"title": "Desfile das campeãs do carnaval do Rio: onde a bandeira das escolas é mais do que um adereço"
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