{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreihheed2lr5ts4rwsk5bg2uhvnpwvmmkvbvaiz37jdfanmlq3epghi",
    "uri": "at://did:plc:nrr6yppar26qag7p2q3rawp7/app.bsky.feed.post/3mfayiqokqgm2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreib3t6klaeeraaqenebiesy3ggfnnatwjwdlmj253telbfobvt34yq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 148310
  },
  "path": "/saude/sobe-para-65-o-numero-de-mortes-suspeitas-apos-uso-de-canetas-emagrecedoras-292547",
  "publishedAt": "2026-02-19T20:41:03.000Z",
  "site": "https://tribunaonline.com.br",
  "tags": [
    "Saúde"
  ],
  "textContent": "Canetas emagrecedoras: suspeita de mortes |  Foto: Reprodução/Arquivo AT A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de canetas emagrecedoras. A informação foi revelada pela Agência Pública e confirmada pela Folha de S.Paulo.As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025. Esse número supera um balanço anterior, divulgado pela própria Anvisa. Conforme noticiou a Folha, seis mortes eram investigadas até o começo deste mês, além de 225 eventos adversos, número agora atualizado para 2.436.Segundo a agência, os óbitos ocorreram após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida —esta última princípio ativo do Mounjaro.\"A Anvisa não investiga óbitos de forma individual. O que faz é a análise das notificações de suspeitas de eventos adversos recebidas como parte do monitoramento de farmacovigilância. O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos\", disse a agência em nota.Os casos também resultam de canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há canetas que chegam no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.As investigações passam por um longo processo clínico e científico, segundo a Anvisa. Isso porque a despeito do uso desses remédios pelos usuários que morreram, não é possível dizer se eles são a causa direta dos óbitos, que podem também estar relacionados à combinação com outros medicamentos e comorbidades.No dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.A Eli Lilly disse, na ocasião, que a bula do Mounjaro (tirzepatida) aponta a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) como uma reação adversa incomum. A empresa orienta que os pacientes conversem com um médico para saber mais sobre os sintomas e, em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento, informem o profissional de saúde e interrompam o uso do medicamento.A Novo Nordisk, que comercializa os medicamentos Ozempic, Wegovy e Saxenda, afirmou em comunicado que \"embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança\".",
  "title": "Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras"
}