“Passagem aérea barata só com mais empresas”, diz presidente da ANAC
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February 16, 2026
Tiago Faierstein disse acreditar que um novo investidor deve entrar no setor aéreo ainda neste ano | Foto: Gabriel Lontra/Estúdio 3 Lados A solução para o aumento no preço das passagens aéreas no Brasil, que no ano passado foi quase o dobro da inflação, é trazer mais empresas para o setor e aumentar o número de assentos, disse o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein.A fala foi dita durante um videocast do jornal Folha de São Paulo. Faierstein reclama que a reforma tributária, aprovada pelo Congresso, é um dos problemas que afastam novas companhias no Brasil porque vai aumentar ainda mais o custo das passagens.Para ele, uma das grandes barreiras que hoje inibem a entrada de novos concorrentes, no entanto, é o grande número de processos judiciais pedindo reparação por atrasos e cancelamentos.“Nós precisamos de uma nova companhia no Brasil. Para isso, eu tenho que atacar os outros pontos, como a judicialização. O Brasil concentra mais de 95% de ações judiciais contra companhias aéreas do mundo”, afirma.Ele acrescentou que também é necessário cobrar o governo e o Congresso para trabalhar a reforma tributária, trabalhar no preço do querosene de aviação, para que seja criado um ambiente favorável para que outras companhias venham atuar no País.A Anac prepara uma revisão das regras sobre indenizações e, paralelamente, um sistema on-line destinado especificamente a juízes de todo País, que poderão acessar dados operacionais das viagens em tempo real, como atrasos e cancelamentos de voos por motivos meteorológicos.O objetivo das novas regras, que entram em vigor a partir de março, é dar mais clareza sobre o que é falha das empresas e o que está ligado a fatores externos, como questões climáticas que atrasam ou cancelam voos, segundo Faierstein.“Onde eu vou, o discurso é o mesmo, o custo de judicialização no Brasil é altíssimo”, disse.Apesar da demanda elevada e do recorde de 130 milhões de passageiros transportados no ano passado, o mercado doméstico segue concentrado em três empresas –Gol, Latam e Azul– e ainda não há solicitações formais de nova operação, embora Faierstein acredite que ao menos um novo investidor deve formalizar seu pedido para entrar no setor neste ano.
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