Empresários criticam proposta que pode acabar com a escala 6x1
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February 6, 2026
Paulo Baraona disse que custos vão aumentar e preços também | Foto: Kadidja Fernandes/A Tribuna A proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1 tem gerado forte reação do setor produtivo. Para empresários, a medida tende a reduzir a produtividade, elevar custos operacionais e pressionar preços ao consumidor, além de desconsiderar as particularidades de cada setor econômico.LEIA TAMBÉM: Fim da escala 6x1: risco de demissão de 12 mil trabalhadores no ES, diz estudoO presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, afirmou que, neste momento, o fim da escala 6x1 afetaria diretamente a produtividade no Brasil, que já é baixa e não cresce há décadas. “Se reduzirmos ainda mais nossa produtividade, aumentaremos custos operacionais das empresas e, em algum momento, precisaremos repassá-los ao consumidor. O País tem outros problemas muito mais urgentes”. A Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES) entende que a discussão sobre a escala de trabalho 6x1 deve ser conduzida por meio do diálogo e da negociação coletiva.LEIA MAIS: Governo quer acelerar votação de projeto que acaba com escala 6x1Nesse sentido, a Federação manifestou-se contrária à PEC, por compreender que medida de caráter constitucional não é o instrumento adequado para tratar um tema que exige flexibilidade e consideração das realidades de cada setor.O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES) também afirmou que o setor vê com preocupação a forma como ocorre a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1.O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, ressaltou que a hotelaria está totalmente apreensiva com essa sinalização do governo de “unificar” e acelerar o fim da escala 6x1.“Na prática, reduzir jornada sem elevar produtividade, sem desonerar e sem um plano de transição consistente tende a gerar uma combinação ruim: serviços mais caros, diárias mais altas, menos vagas formais e mais informalidade”.
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