Cissa Guimarães recebe Arlete Salles em especial pelos 88 anos da atriz
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June 19, 2026
Pedro Medina, Arlete Salles, Cissa Guimarães, Miguel Falabella e Muka.Foto: Divulgação/TV Brasil
Poucas trajetórias atravessam tantas fases da televisão brasileira com a mesma familiaridade popular de Arlete Salles. Aos 88 anos, completados nesta quarta-feira (17), a atriz será o centro de uma homenagem no "Sem Censura" desta sexta (19), às 16h, em uma edição voltada à memória afetiva, ao humor e aos mais de 65 anos de carreira da artista.
A conversa conduzida por Cissa Guimarães coloca a veterana diante de uma roda formada também por pessoas ligadas diretamente à sua história. O ator, autor e diretor Miguel Falabella, parceiro de longa data, estará na bancada, assim como Pedro Medina, ator, dramaturgo e neto da homenageada. O jornalista Muka participa como debatedor.
O especial do "Sem Censura" percorre trabalhos que ajudaram a fixar Arlete no imaginário do público, sem limitar a atriz a um único tipo de personagem. Na entrevista, ela comenta protagonistas, mocinhas, vilãs e figuras cômicas que interpretou na televisão, no cinema e no teatro, sempre com destaque para o talento humorístico que ampliou sua popularidade.
Entre os papéis lembrados estão Josefa, em "Três Graças" (2025), trabalho mais recente da atriz na recém-encerrada novela, e as irmãs gêmeas de "Família é Tudo" (2024), nas quais assumiu protagonismo. O passeio pela carreira também passa por Laura, de "Selva de Pedra" (1972); Silvia, de "Em Amor com Amor Se Paga" (1984); Vilma, de "O Outro" (1987); Carmosina, de "Tieta" (1989); a delegada Francisquinha, de "Pedra sobre Pedra" (1992); e Margarida, de "Fera Ferida" (1993).
A presença de Miguel Falabella reforça um capítulo à parte dessa trajetória. Com ele, Arlete viveu Maria Lúcia na peça "A Partilha" (1990), interpretou a matriarca Anabel em "Salsa e Merengue" (1996) e marcou o humor televisivo como Copélia no seriado "Toma Lá, Dá Cá", exibido entre 2007 e 2009.
Os bordões também entram na celebração. A atriz relembra expressões que se tornaram marcas de personagens, como "translumbrante", de Kika Jordão, em "Lua Cheia de Amor" (1993); "Poupe-me dos detalhes sórdidos", da vilã Augusta Eugênia, em "Porto dos Milagres" (2001); e "Prefiro não comentar", frase associada à Copélia de "Toma Lá, Dá Cá".
O palco aparece no especial não apenas como memória, mas como presente. Pedro Medina escreveu a comédia "Ninguém dirá que é tarde demais", em que Arlete interpreta Luiza. No espetáculo, ela divide cena com o filho Alexandre Barbalho e com o próprio neto, que também atua na montagem. Edwin Luisi também integrou o elenco.
A atriz ainda revela uma novidade durante o programa: fará o primeiro monólogo de sua carreira artística. Intitulada "Mande notícias do mundo de lá", a produção tem texto de Carlos Jardim e amplia a ligação da veterana com o teatro em uma fase de novas experiências cênicas.
No ar desde 1º de julho de 1985, quando estreou na então TVE/RJ, atual TV Brasil, o "Sem Censura" nasceu sob comando de Tetê Muniz e foi criado por Fernando Barbosa Lima. Ao longo das décadas, ganhou identificação com apresentadoras como Lúcia Leme e Leda Nagle, antes de retomar em 2024 o formato original com Cissa Guimarães na bancada.
A atração recebe artistas e profissionais de diferentes áreas para discutir temas de interesse público e mantém debatedores fixos que se alternam durante a semana. Em 2025, completou quatro décadas no ar. O reconhecimento recente inclui o Prêmio APCA de melhor programa de televisão em 2024, a condição de finalista no ano passado e duas vitórias consecutivas no Prêmio Melhores do Ano NaTelinha como Melhor Programa de Entrevistas, em 2024 e 2025.
A participação do público segue integrada à dinâmica da roda. Mensagens podem ser enviadas pela hashtag #semcensura nas redes sociais ou pelo WhatsApp (21) 99903-5329, com leitura e comentários feitos por Cissa Guimarães e respostas dos convidados durante a edição.
Exibido de segunda a sexta, às 16h, o programa tem transmissão simultânea na televisão, no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. O conteúdo diário também fica disponível em podcast no Spotify, e a grade da TV Brasil reserva uma janela alternativa no mesmo dia, às 23h30.
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