Globo escala Juliano Cazarré para novela vertical sobre futebol e poder
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June 14, 2026
Juliano Cazarré. Foto: Divulgação/Globo
O vínculo de longo prazo assinado por Juliano Cazarré com a Globo começa a se traduzir em novos projetos. Mesmo após críticas públicas ligadas ao curso para reestabelecer 'força' da masculinidade, o ator segue prestigiado na emissora e já está escalado para uma produção inédita do streaming.
A informação foi publicada por Gabriel Vaquer, jornalista da coluna Outro Canal, na Folha de S.Paulo. Cazarré integra o elenco de "Quando o Coração Entra em Campo", novela vertical produzida para o Globoplay, com criação e texto de Rodrigo Lassance e direção de Adriano Melo.
A aposta reforça a movimentação da Globo em formatos mais curtos e pensados para consumo digital. A história usa o futebol como ambiente dramático para tratar de ascensão rápida, pressão pública, exposição e interesses que cercam uma jovem promessa fora das quatro linhas.
No centro da trama está Rocca, vivido por Isacque Lopes. O jogador vê a carreira mudar de patamar e passa a ser disputado por forças afetivas, familiares e profissionais. O conflito amoroso envolve Dandara, interpretada por Heslaine Vieira, e Camille, papel de Alane Dias, descrita como uma figura sedutora, calculista e influenciada por Daniel, personagem de Cazarré.
O elenco principal também conta com Thiago Justino como Romualdo, pai de Rocca. Para Alane, ex-BBB, a produção tem peso especial: será sua estreia como atriz na empresa, agora dentro de uma narrativa criada diretamente para o Globoplay.
A escalação chega meses depois de Cazarré fechar, em março, um contrato válido até 2029. O acordo foi firmado em moldes semelhantes aos de Taís Araujo, outro nome de alto prestígio na emissora, e sinaliza que a Globo pretende manter o ator em produções de diferentes formatos.
Desde que assinou com a emissora, em 2012, Cazarré acumulou 12 folhetins. O mais recente é "Três Graças", no qual recebeu elogios pela atuação como Jorginho Ninja, ex-traficante que se tornou evangélico na cadeia.
A nova escalação não apaga a controvérsia recente, mas mostra como a Globo separa desgaste público e planejamento artístico quando avalia nomes consolidados. No caso de Cazarré, a empresa parece apostar na continuidade de uma carreira já testada em novelas, agora também adaptada ao formato vertical.
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