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De alvo de críticas a apresentador da Globo: a semana de Wesley Safadão

O Planeta TV: Audiências da TV, Novelas e Bastidores da TV [Uno… May 4, 2026
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Wesley Safadão. Foto: Globo/ Daniela Toviansky Uma liminar judicial foi o ponto de virada numa disputa que extravasa os palcos. No fim de abril, a Justiça do Ceará deu razão a Wesley Safadão numa ação cível movida contra Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência pelo partido Missão. O político havia publicado, em 21 de março, um vídeo classificando o forrozeiro como o "novo ícone da corrupção" — acusação motivada pelos altos cachês recebidos pelo cantor em contratos com municípios nordestinos. A decisão determinou a exclusão imediata do vídeo e de outros conteúdos considerados ofensivos das redes de Santos. Caso o político descumpra a ordem, passa a responder por multa diária de R$ 5 mil. A ação foi proposta com base em calúnia, difamação e injúria. O estopim das críticas tem dados concretos como combustível. Entre 2024 e 2025, Safadão firmou mais de 50 contratos com prefeituras para apresentações bancadas por dinheiro público, com valor total estimado em R$ 52 milhões. Santos questionou como municípios classificados como pobres teriam condições de arcar com tais montantes. Em nota posterior, o político sustentou que prefeituras brasileiras desperdiçam bilhões ao ano em shows de artistas pop nacionais em detrimento de prioridades essenciais para os cidadãos. Em Ribeirão Preto (SP), onde se apresentou no Ribeirão Rodeo Music 2026 no último domingo, Safadão foi direto ao rebater as acusações. Para ele, a polêmica tem endereço: o calendário político de 2026, que transforma qualquer assunto em munição eleitoral. O cantor disse estar tranquilo com a consciência e garantiu que as contratações foram livres, sem pressão de nenhuma parte. Sobre os valores cobrados, afirmou que precificação no mercado artístico não segue métricas fixas — e que a distinção real não está entre artistas caros e baratos, mas entre os que justificam o investimento e os que não se pagam. “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar (...) eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar. Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? (...) Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo relacionado a isso”, disse o cantor em entrevista ao Portal G1. A polêmica não apaga, porém, a expansão que o artista está prestes a consolidar em outra frente. No dia 31 de maio, a TV Globo exibe 'Partiu São João', especial comandado por Safadão a partir de seu sítio no Ceará. O programa reúne João Gomes, Lauana Prado, Mestrinho e Elba Ramalho. Com trajetória enraizada no forró e identidade reconhecidamente nordestina, o cantor assume a condução da maior festa popular do país na principal emissora do Brasil — movimento que reforça tanto sua ligação com a cultura regional quanto sua crescente presença no entretenimento nacional.

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