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  "publishedAt": "2026-03-24T11:53:00.000Z",
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  "textContent": "\nDaniel Berlinsky. Foto: Reprodução/Band\n\nPara Daniel Berlinsky, o maior saldo de 'Dona Beja' foi fazer a protagonista atravessar o tempo sem perder a dimensão mítica que a cerca. Ao lado de António Barreira, o autor diz que a missão era tirar Ana Jacinta de São José do campo da caricatura e devolvê-la ao público como uma mulher viva, contraditória e provocadora. O sentimento, agora, é de dever cumprido.\n\nNa avaliação do autor, a conexão com o público veio justamente dessa recusa em simplificar Beja. Berlinsky afirma que a novela não buscou encaixar a personagem em rótulos e que o interesse da audiência nasceu da complexidade dela e também de outras figuras colocadas à margem da sociedade e da História. Segundo ele, o público não apenas assistiu, mas maratonou, discutiu e tomou partido.\n\nO encerramento na HBO Max preserva o movimento central do clássico ao levar Beja, vivida por Grazi Massafera, ao confronto final com Antônio, interpretado por David Junior. Depois do acerto de contas, ela provoca a morte do rival e encerra a trajetória em linha com a espinha do desfecho exibido originalmente pela TV Manchete.\n\nA diferença mais sensível da adaptação está no tratamento da violência sofrida pela protagonista antes desse confronto. Na versão de 1986, quando Maitê Proença vivia a personagem e Gracindo Júnior interpretava Antônio, Beja era açoitada a mando dele. Agora, a nova leitura troca esse eixo dramático por um estupro antes da reação da personagem.\n\nDepois da morte de Antônio, o fim também preserva o arrependimento de Beja, mas reorganiza o sentido desse fechamento. De acordo com informações publicadas por O Globo, a nova adaptação acrescenta uma reflexão mais direta sobre machismo e feminismo. Para Berlinsky, a força da novela está justamente em falar de autonomia: quem decide sobre a própria vida, o próprio corpo, os próprios desejos e o próprio destino.\n\nProduzida pela Floresta e licenciada pela Warner Bros. Discovery, 'Dona Beja' tem texto assinado por Daniel Berlinsky e António Barreira, com colaboração de Maria Clara Mattos, Cecília Giannetti, Clara Anastácia e Ceci Alves. A direção geral é de Hugo de Sousa, com Bia Coelho, João Boltshauser, Rogério Sagui, Thiago Teitelroit e Ana Angel na direção. Pela Warner Bros. Discovery, a supervisão da produção ficou com Mariano César e Anouk Aaron.",
  "title": "Autor Daniel Berlinsky avalia a repercussão da adaptação de 'Dona Beja'"
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