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Missão da Nasa para recuperar telescópio pode durar meses; entenda

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo July 3, 2026
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A Nasa lançou, nesta sexta-feira (3), uma missão robótica para tentar impedir a desintegração de um de seus telescópios, já obsoleto, uma operação perigosa que deve durar vários meses. Inicialmente agendado para terça-feira, o lançamento do robô foi adiado devido ao mau tempo e, posteriormente, a problemas técnicos. Finalmente, ocorreu às 8h36 GMT (5h36 de Brasília), a partir de um atol no oceano Pacífico. Desenvolvida pela startup americana Katalyst, a nave espacial foi lançada por um pequeno foguete chamado Pegasus, que por sua vez foi lançado de um avião. Assim que atingir uma órbita próxima à do satélite Swift, o robô implantará painéis solares e realizará uma série de verificações. Em seguida, ele terá que localizar o telescópio Swift na imensidão do espaço, orbitá-lo e acoplar-se a ele usando três braços robóticos. Estima-se que essas manobras levem várias semanas. Por fim, o robô tentará impulsionar o satélite cerca de 300 quilômetros acima, até sua órbita inicial, uma operação que deverá levar pelo menos um mês. Em vez de se desintegrar na reentrada na atmosfera, o satélite poderá, assim, continuar sua missão por anos. Com um orçamento estimado em 30 milhões de dólares (155,8 milhões de reais), esta missão tentará algo sem precedentes: salvar um telescópio que custou 250 milhões de dólares (1,2 bilhão de reais) e é usado para estudar explosões de raios gama, as explosões mais poderosas do universo. Considerando os inúmeros riscos da missão, Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, declarou recentemente estar "muito grato" por ter "a oportunidade de ao menos tentar".

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