Após ameaças de morte, técnico da Coreia do Sul foge para os EUA por questões de segurança
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July 3, 2026
A eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma grave crise no país. Alvo de ameaças de morte e de uma intensa onda de hostilidade, o técnico Hong Myung-bo deixou o país e embarcou para os Estados Unidos alegando questões de segurança. Segundo a imprensa sul-coreana, o treinador de 57 anos viajou para Los Angeles apenas dois dias depois de retornar com a delegação. No aeroporto, tentou evitar a imprensa, mas acabou abordado por jornalistas antes do embarque. A viagem ocorre em meio ao aumento da pressão sobre Hong Myung-bo desde a eliminação da seleção ainda na fase de grupos. A Coreia do Sul estreou com vitória sobre a República Tcheca, mas foi derrotada por México e África do Sul, ficando fora do mata-mata e encerrando a campanha muito abaixo das expectativas. Nos dias seguintes ao retorno da equipe, o treinador passou a ser o principal alvo da revolta dos torcedores. Além das críticas nas redes sociais, Hong recebeu ameaças de morte, obrigando autoridades a reforçarem sua segurança. A insatisfação também tomou as ruas. Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram estabelecimentos comerciais exibindo cartazes informando que o treinador não seria bem-vindo em seus negócios. A recepção da delegação no aeroporto foi marcada por protestos e gritos pedindo sua saída do comando da seleção. Antes de embarcar para os Estados Unidos, Hong Myung-bo negou rumores de que o elenco estivesse dividido durante a Copa. — Não houve problemas internos entre os jogadores — afirmou o treinador, sem comentar as ameaças que recebeu. Ídolo do futebol sul-coreano como jogador, Hong voltou ao comando da seleção cercado de expectativa após sua passagem pelo Ulsan HD. No entanto, o desempenho no Mundial ampliou a pressão sobre seu trabalho, e sua permanência passou a ser colocada em dúvida
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