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  "textContent": "\nA Polymarket está realizando uma auditoria abrangente de todo o conteúdo promocional em circulação para verificar se ele atende aos padrões internos da plataforma e às exigências legais e regulatórias de transparência. A decisão foi tomada depois que reportagem investigativa do jornal Wall Street Journal constatou que a plataforma do chamado mercado de previsão financiou uma campanha de vídeos de apostas e vitórias falsas para divulgar a empresa nas redes sociais, segundo a CBS News. A investigação do WSJ, publicada em 20 de junho, analisou mais de 1.100 vídeos do TikTok produzidos por dez criadores de conteúdo entre dezembro de 2025 e meados de maio deste ano, além de entrevistar participantes da campanha. De acordo com o Wall Street Journal, a maior parte dos vídeos simulava apostas em páginas criadas para imitar a interface da Polymarket, dando a impressão de que os resultados haviam sido obtidos na plataforma verdadeira. Ainda segundo a reportagem, a iniciativa fazia parte de uma estratégia de marketing para atrair novos usuários para a Polymarket, que opera no exterior e não é regulamentada nos Estados Unidos. O jornal afirma que a empresa também contratou uma agência para coordenar o trabalho dos chamados clippers — perfis especializados em republicar vídeos de influenciadores para ampliar seu alcance nas redes sociais. Um dos exemplos citados pelo WSJ mostra um universitário supostamente lucrando US$ 100 mil após apostar US$ 1.000 que o presidente Donald Trump mencionaria a palavra \"McDonald's\" em público durante determinado mês. No entanto, registros da própria plataforma indicam que 50 contas fizeram essa mesma aposta e todas terminaram com prejuízo. A apuração também identificou outras publicações que inflavam os retornos obtidos em apostas semelhantes. Dos mais de 1.100 vídeos analisados, 118 mostravam ganhos próximos de US$ 900 mil. Segundo o Wall Street Journal, se as apostas exibidas tivessem sido realmente realizadas nas mesmas condições, o resultado combinado seria um prejuízo superior a US$ 166 mil. As denúncias já tiveram desdobramentos na Justiça. Em 26 de junho, o escritório Vaca Daffan Law, especializado em defesa do consumidor, entrou com uma ação contra a Blockratize, empresa responsável pela operação da Polymarket, além do fundador da plataforma, Shayne Coplan, e do diretor de marketing, Matthew Modabber. Na ação, os autores acusam a empresa de conduzir uma campanha de marketing \"ampla e flagrantemente enganosa\", que teria induzido consumidores americanos a apostar dinheiro real enquanto minimizava as chances de perdas financeiras. Em nota, a Polymarket afirmou que está revisando seu material promocional e reiterou seu compromisso com a transparência e com a integridade de seus mercados. A Polymarket também está sendo alvo de uma investigação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC em inglês), o órgão regulador dos mercados de derivativos nos Estados Unidos. A plataforma, que chegou a ter a atuação proibida no mercado americano, tem ligações com Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA. De acordo com o New York Times, a investigação é um teste para saber se a CFTC responsabilizará uma empresa com conexões com a Casa Branca. Há um ano, sob forte oposição de seus advogados de fiscalização e sob uma direção diferente, a CFTC encerrou outra investigação sobre se a Polymarket estaria atendendo ilegalmente clientes americanos. Na ocasião, um porta-voz da Polymarket se recusou a comentar a investigação, mas afirmou que a empresa está “comprometida em manter mercados precisos, justos e transparentes”. A Polymarket, assim como outras plataformas de mercados de previsão, como a Kalshi, da brasileira Luana Lopes Lara, permite que usuários apostem dinheiro em eventos futuros, como resultados de eleições, competições esportivas, condições climáticas e outros acontecimentos. A Polymarket também tem sido alvo de questionamentos nos últimos meses por suspeitas de uso de informação privilegiada em apostas realizadas na plataforma. Em um dos casos mais recentes, promotores federais dos Estados Unidos afirmaram, em maio, que um funcionário do Google obteve mais de US$ 1,2 milhão em lucros ao negociar na plataforma com base em informações confidenciais da empresa. A Polymarket afirma que proíbe o uso de informações privilegiadas. Em março, a empresa reforçou suas regras e passou a vetar explicitamente operações baseadas em informações confidenciais obtidas de forma ilícita ou em vazamentos ilegais. Em 2022, autoridades regulatórias impediram a atuação da plataforma no mercado americano após a empresa fechar um acordo para encerrar acusações de que operava uma bolsa de opções sem o devido registro. No ano passado, a CFTC autorizou a empresa a lançar uma plataforma regulamentada no país. Segundo fontes ouvidas pela CBS News, porém, o serviço permanece restrito a usuários convidados e só pode ser acessado por iPhones. Com isso, a maior parte do volume de negociações da Polymarket continua concentrada em mercados internacionais. Procurada, a CFTC não informou se pretende investigar as conclusões publicadas pelo Wall Street Journal sobre a atuação da Polymarket.",
  "title": "Polymarket fez campanha de marketing com vídeos de apostas falsas nas redes sociais, diz jornal"
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