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  "publishedAt": "2026-07-01T00:25:19.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nA decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher repercutiu entre aliados e adversários políticos nesta terça-feira. Enquanto integrantes do campo bolsonarista classificaram a saída como um gesto de dedicação à família e exaltaram o legado construído por Michelle à frente do braço feminino do partido, parlamentares governistas associaram a decisão à crise interna do PL e ao desgaste provocado pelo embate público com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em nota divulgada após uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Michelle afirmou que deixará o comando do PL Mulher para se dedicar \"integralmente\" aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha, Laura. No texto, a ex-primeira-dama agradece a Valdemar pela “autonomia” concedida durante sua gestão, faz um balanço do trabalho realizado e afirma que o movimento seguirá crescendo sob novas lideranças. Uma das primeiras a se manifestar foi a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), uma das principais aliadas de Michelle. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a ex-primeira-dama \"mudou para sempre a história da participação das mulheres na política\" e disse que sua saída demonstra que ela tem \"uma causa, e não um projeto de poder\". “Agora, você se afasta dessa liderança direta para cuidar da sua família e do nosso grande líder, que tanto precisa de você neste momento. Essa decisão só mostra o que sempre soubemos: você tem uma causa, e não um projeto de poder”, escreveu. Damares também procurou afastar a ideia de que Michelle esteja abandonando a atuação política. “A Michelle não está jogando a toalha. Ela plantou a semente e nos deu as ferramentas. A colheita de tudo o que ela plantou começou agora, e nós somos a continuidade dessa missão”, afirmou. Já o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) também saiu em defesa da ex-primeira-dama e a chamou de “irmã em Cristo”. Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados e em publicação nas redes sociais, manifestou solidariedade a Michelle e à própria Damares e criticou os ataques dirigidos às duas. — Eu subo a essa tribuna para demonstrar minha inteira e irrestrita solidariedade à minha irmã em Cristo Jesus, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e também à senadora Damares Alves. As duas não tem sido atacadas pelo PT ou pela esquerda, mas pelos amigos de Flávio Bolsonaro, de forma covarde — afirmou. O deputado Marco Feliciano (PL-SP) também se manifestou dizendo que “não tem cabimento” as críticas que Michelle está recebendo nas redes. “O que estão escrevendo da minha irmã Michelle aqui no X não tem cabimento! Respeitem a esposa do meu amigo Jair Bolsonaro! Respeitem a mãe da filha do meu líder! A crueldade é uma triste manifestação da natureza humana”, escreveu. Entre parlamentares governistas, a leitura foi oposta. O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que Michelle teria sido \"expulsa\" do comando do PL Mulher e atribuiu a decisão ao que classificou como uma cultura machista dentro do partido. “Foi expulsa! Um partido com Jair Bolsonaro como líder e Flávio como candidato é machista na raiz e antifeminista. E o pior é que Michelle concorda. São os conservadores, que acham que o homem é o provedor e a mulher submissa. Saíram do túnel do tempo, direto da Idade Média”, publicou. O anúncio da saída ocorre poucos dias depois da maior crise interna da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Na semana passada, Michelle divulgou um vídeo no qual acusou o enteado de desrespeitá-la e afirmou que seus irmãos fizeram ataques \"coordenados\" contra ela nas redes sociais. O episódio levou Valdemar Costa Neto a assumir pessoalmente a tentativa de pacificação entre os dois, que acabou desembocando na renúncia de Michelle.",
  "title": "Aliados tratam saída de Michelle como missão familiar, enquanto governistas falam em 'expulsão' do comando do PL Mulher"
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