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  "publishedAt": "2026-06-30T13:14:27.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nPoliciais civis da 34ª DP (Bangu) fazem, nesta terça-feira, uma operação para desarticular o braço financeiro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que age na Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio. As investigações apontam que o grupo movimentava cerca de R$ 500 mil por semana em um esquema de lavagem de dinheiro de pagamentos feitos por Pix e cartões de débito e de crédito em bocas de fumo. Além da Vila Vintém, há equipes também em Bangu e em Realengo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Seis pessoas foram presas. Houve apreensão de cinco motos roubadas, drogas e celulares. Paralisação: Passageiros enfrentam falta de ônibus e pontos lotados em segundo dia de greve dos rodoviários no Rio Disputa de poder: Alerj fecha semestre turbulento votando vetos e homenagens de olho nas eleições Segundo as investigações, a maior parte da venda de drogas na Vila Vintém não é feita em dinheiro. Então, para fazer a conversão do pagamento feito por transferências e máquinas, os valores eram inicialmente transferidos para contas bancárias de terceiros, utilizados como laranjas no esquema. Em seguida, cartões vinculados a essas contas eram repassados a outros integrantes da organização, responsáveis por sacar os valores em espécie. Após esse processo, o dinheiro retornava à facção já desvinculado de sua origem ilícita, abastecendo novamente a estrutura financeira do tráfico. A investigação permitiu identificar 14 pessoas diretamente envolvidoas na prática criminosa. Cada um movimentava, em média, cerca de R$ 5 mil por dia. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias utilizadas no esquema, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa. A diretora do Departamento-Geral de Polícia da Capital, delegada Raíssa Celles, explicou que a investigação começou a partir de uma prisão realizada pela Polícia Militar. Na ocasião, Lucas Gabriel Teles dos Santos foi preso em flagrante com dez cartões bancários e as respectivas senhas. — Inicialmente, pensamos que se tratava de um golpe. No decorrer da investigação, porém, identificamos que ele era um operador financeiro do tráfico de drogas da organização criminosa ADA. Era o responsável por realizar saques em diversas agências bancárias para transformar em dinheiro os valores obtidos com a venda de drogas por meio de PIX e maquininhas de cartão, fazendo com que os recursos retornassem à organização criminosa. Crimes em 1996 e 2006: Estado brasileiro assina acordos de reparação perante à CIDH referentes a casos de violência policial ocorridos no Rio Raíssa explicou que o esquema funcionava de forma estruturada, envolvendo o repasse de dinheiro para contas bancárias de laranjas, que disponibilizavam os cartões para que os traficantes fizessem o saque, que retornava para a boca de fumo. — Identificamos pelo menos 14 pessoas participando desse esquema e não encontramos indícios de que elas fossem coagidas. Elas eram remuneradas. Uma das pessoas detidas contou que recebia R$ 1.500 para realizar esse trabalho. Então, o que sabemos até agora é que elas participavam voluntariamente do esquema em troca de dinheiro. A operação tem como objetivo enfraquecer a estrutura financeira da facção, interromper a circulação de recursos ilícitos e reunir novos elementos para o avanço das investigações. De acordo com a Polícia Civil, traficantes abriram fogo contra as equipe quando elas chegaram à Vila Vintém. Não há notícias de feridos. Participam da ação agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Initial plugin text",
  "title": "Operação na Vila Vintém mira núcleo financeiro da facção Amigos dos Amigos"
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