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Endrick, Neymar, Martinelli? Paquetá pode voltar só nas quartas e Ancelotti terá que avaliar substituto; entenda alternativas

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 30, 2026
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A lesão de Lucas Paquetá no jogo contra o Japão pode fazer com que o técnico Carlo Ancelotti tenha que encontrar alternativas para o Brasil encarar a fase de oitavas de final. Sem o camisa 20, que fará exames nesta terça-feira na volta da seleção à Nova Jersey, o treinador terá a semana para entender quem pode ser o substituto do camisa 20, caso ele não possa ir a campo. - Fará exames para sabermos do que se trata. Prematuro falar. Esperamos que não seja grave para estar conosco , senão no próximo jogo, logo a seguir - afirmou o coordenador Rodrigo Caetano. Depois de se sacrificar até o intervalo, Paquetá deixou o campo com dores na coxa esquerda. Em seu lugar, Ancelotti lançou Endrick, e mudou o esquema 433 para retornar ao 424. - Infelizmente tivemos o Paquetá que sentiu, e ali eu pude entrar no lugar dele. Agradeço muito a Deus por esse momento, é um momento onde realmente não esperava. Não esperava entrar assim, no intervalo de uma Copa do Mundo, para poder ajudar a seleção - afirmou Endrick. O jovem de 19 anos deu ao time mais profundidade no ataque e velocidade na transição ofensiva. Com Endrick em campo, Vini Jr e Rayan atuaram mais abertos, e Cunha se manteve como falso nove. Depois da partida, o técnico Carlo Ancelotti revelou a opção pela entrada de Endrick no lugar de Lucas Paquetá para o segundo tempo, indicando a possibilidade de repetir a ideia na próxima fase. - Sim, podemos começar dessa maneira, verdade que precisamos colocar mais força na área. Endrick poderia colocar essa força e mais presença na área. Ele fez um jogo muito bom porque estava intenso e era perigoso -, explicou o treinador italiano. Neymar é alternativa? Outra possibilidade é dar a primeira chance como titular a Neymar. Ancelotti disse que não lançou o camisa 10 contra o Japão pois estava o guardando para a prorrogação e possíveis pênaltis. A questão é se Neymar teria condições de atuar por 90 minutos, já que se recuperou de lesão e voltou contra a Escócia por apenas 15 minutos. Caso o craque seja escolhido para a vaga de Paquetá, o time perderia em intensidade. Fora que Ancelotti já avisou que Neymar, se entrar, seria como um atacante por dentro. Aí é que aparece a alternativa menos óbvia: Martinelli. Segundo o técnico, o atacante tem capacidade de fazer um jogo por dentro como meia, ocupando espaços sem bola e chegando na área para finalizar. Foi exatamente este papel de coringa visto contra o Japão. Mesmo esquema A utilização dos atacantes com versatilidade dá opções a Ancelotti para preencher o meio, mas também há nomes originários do setor, como Danilo Santos, do Botafogo. O volante normalmente tem entrado na vaga de Bruno Guimarães, que segue em alta, mas é canhoro como Paquetá e também poderia jogar do lado esquerdo do ataque. Pelo lado direito, o Brasil ainda tem Ederson, que foi convocado depois do corte de Wesley, e normalmente joga por dentro, o que obrigaria a deslocar alguém para o lado esquerdo. Os meias possíveis manteriam o esquema tático com o qual o Brasil começou a Copa do Mundo, com três jogadores no setor e três atacantes. Como um técnico que tem se afeiçoado por fazer mistério, até para confundir os adversários, essa promete ser a dúvida da semana até a definição do confronto nas oitavas de final, domingo.

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