Putin reconhece 'certa escassez' de combustível após ataques da Ucrânia
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June 29, 2026
O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu neste domingo que o país enfrenta "certa escassez" de combustível causada pelos repetidos ataques ucranianos contra infraestruturas russas de hidrocarbonetos. Retorno: Rússia voltará a disputar torneio da Fifa mais de quatro anos após suspensão por invasão da Ucrânia Leia também: Seul alega que aviões militares chineses e russos entraram em sua zona de defesa aérea "No que diz respeito aos ataques contra a infraestrutura crítica em geral, e à infraestrutura energética em particular, é claro que esses ataques às nossas instalações de infraestrutura criam problemas, isso é evidente", afirmou Putin em uma entrevista publicada pelo Kremlin. "No momento, estamos observando certa escassez, mas ela não é crítica", acrescentou. Os esforços diplomáticos, com mediação dos Estados Unidos, para pôr fim a esse conflito, que já dura mais de quatro anos, permanecem, por enquanto, paralisados. Em outra entrevista, dada ao jornalista russo Pavel Zarubin, Putin afirmou que espera a chegada a Moscou de uma equipe de negociadores americanos, assim que Washington chegar a um acordo com o Irã sobre o conflito no Oriente Médio. "Esperamos que, quando todos esses acontecimentos tiverem terminado, depois que passar a fase ativa da frente iraniana, vejamos a chegada daqueles representantes da administração americana com os quais já nos reunimos repetidamente em Moscou", afirmou o presidente russo em conversa com Zarubin. Galerias Relacionadas Essas declarações foram citadas pelas agências de notícias russas, e o jornalista publicou a íntegra da entrevista em seu canal no Telegram. A Ucrânia intensificou sua campanha de ataques aéreos nos últimos meses, direcionados contra a Rússia e as regiões ucranianas controladas por Moscou. Kiev tem atacado especialmente a infraestrutura energética para interromper o fornecimento de hidrocarbonetos que permite ao Kremlin financiar seu esforço de guerra. Diante disso, o presidente russo afirmou que a primeira tarefa das autoridades é ampliar as capacidades de defesa aérea e garantir o abastecimento de combustível, particularmente na Crimeia. Anexada por Moscou em 2014, a península foi declarada em "situação de emergência" na sexta-feira devido à onda de ataques de Kiev, que obrigou as autoridades a suspender a venda de combustível para particulares e impor cortes no fornecimento de energia elétrica.
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