Presidente do conselho fiscal da SAF do Vasco renuncia e fala de possível revenda: 'Transparência é elemento indispensável'
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June 28, 2026
Presidente do conselho fiscal da SAF do Vasco, Marco Schroeder enviou carta à diretoria da companhia renunciando ao cargo. O órgão entrou em evidência ao ter seu parecer no balanço fiscal citado como uma das principais bases em ação da 777 Carioca na Justiça que derrubou Pedrinho e outros dois nomes do conselho administrativo da SAF. Em carta, o executivo renuncia ao cargo a partir do dia 31 de julho e conjectura sobre a situação do futebol cruz-maltino. Ele sugere quarentena para futuros executivos e envolvidos em cargos na SAF. "O momento vivido pela Vasco da Gama SAF, especialmente em seu processo de reconstrução financeira e de governança, exige, em minha opinião, administradores legitimamente avaliados e eleitos pelos órgãos competentes previstos no Estatuto Social. Registro também minha preocupação com a necessidade de evolução da governança corporativa da companhia. Precisamos avançar para que a Vasco SAF não permaneça presa às práticas do passado. Sem gestão, governança e mecanismos sólidos de controle, dificilmente alcançaremos o Vasco que todos desejam construir. Entendo como fundamental a implementação de processos formais e permanentes de compliance aplicáveis aos diretores e membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, inclusive como requisito prévio para posse e permanência nos cargos. Da mesma forma, considero necessária a adoção de compromissos de quarentena relativamente à participação em negócios, contratos ou posições vinculadas à Vasco SAF". Schroeder também aborda as conversas pela revenda da SAF entre Pedrinho e o empresário Marcos Faria Lamacchia. O executivo diz que não dispõe de informações para entender se a operação é "um bom ou mau negócio para a companhia", mas pondera: " O Vasco necessita de investidores, mas isso não significa aceitar qualquer modelo de acordo. Transparência é elemento indispensável em negociações desta relevância". "Aproveito ainda este momento para reafirmar a necessidade de a Vasco SAF desenvolver alternativas de governança e financiamento que assegurem sua continuidade e sustentabilidade de longo prazo. Contudo, sinto-me na obrigação de registrar que não disponho das informações necessárias para avaliar se as operações em discussão neste momento representam um bom ou mau negócio para a companhia. O Vasco necessita de investidores, mas isso não significa aceitar qualquer modelo de acordo. Transparência é elemento indispensável em negociações desta relevância. O futebol brasileiro já possui histórico de operações insuficientemente esclarecidas, e não podemos continuar contribuindo para esse cenário".
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