Lutador, agente funerário, pescador e pastor: veja atletas que escolheram profissões curiosas depois de disputar a Copa do Mundo
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June 28, 2026
Disputar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador. Hoje, muitos dos craques que chegam ao Mundial saem com a vida financeira resolvida graças aos salários milionários do futebol. Mas nem sempre foi assim. Ao longo da história, vários atletas — até mesmo campeões do mundo — precisaram seguir caminhos bem diferentes depois de pendurar as chuteiras. Alguns buscaram novas profissões por necessidade, enquanto outros simplesmente encontraram uma nova paixão longe dos gramados. A seguir, veja uma lista de jogadores que escolheram profissões curiosas depois do futebol. Ray Wilson, agente funerário Ray Wilson levanta a taça do Mundial de 1966: campeão com a Inglaterra AFP O lateral-esquerdo Ray Wilson não só jogou todas as partidas da Copa do Mundo de 1966 pela Inglaterra como foi campeão daquela edição do torneio, vencendo da Alemanha Ocidental na final em Wembley. Quando se aposentou em 1971, abriu uma funerária. O ex-jogador tocou o negócio até 1997, quando se aposentou mais uma vez. Ray Wilson morreu em 2018, em decorrência do Alzheimer, aos 83 anos. Wilson Piazza, dono de posto de gasolina Piazza treina em meio a garotos alemães durante concentração para a Copa de 1974 Agência O Globo Campeão do mundo com o Brasil de 1970, o ídolo do Cruzeiro pendurou as chuteiras em 1979. Depois de uma atuação como sindicalista em Belo Horizonte, virou dono de uma rede de postos de combustíveis. Fábio Coentrão, pescador Fábio Coentrão sofre falta em jogo de Portugal contra a Alemanha, na Copa de 2014 Dimitar Dilkoff / AFP O português jogou as Copas de 2010 e 2014. Depois de uma carreira vencedora, com passagem pelo Real Madri, encerrou a carreira em 2021, quando defendia o Rio Ave, de Portugal. Foi, então, seguir os passos do pai como pesccador. "A vida no mar não é motivo de vergonha, como muitos pensam. É um trabalho como qualquer outro. Além disso, o mar é bonito e nós precisamos dele. Quem ama o mar e quer viver essa experiência deve seguir esse sonho. É claro que eu sabia que um dia o futebol acabaria e que eu precisaria seguir um novo caminho. Minha felicidade está neste barco, e esta é a vida que quero levar", afirmou o ex-jogador em entrevista ao canal Empower Brands. Tim Wiese, lutador Tim Wiese (de branco) em luta no WWE AFP O goleiro alemão disputou a Copa de 2010, na África do Sul, sendo o reserva de Manuel Neuer naquela edição. Quando se aposentou, quatro anos depois, virou lutador do WWE, modalidade performática que mistura várias artes marciais. Wiese estreou como lutador profissional em 2016, usando o nome "A máquina". Taribo West, pastor Taribo West em foto de 2010 Marcelo Carnaval / Agência O Globo Craque da Nigéria e de clubes como Inter de Milão, Milan e Derby County e Plymouth Argyle, o zagueiro disputou 42 partidas pela seleção do seu país e esteve nas Copas de 1998 e 2002. Taribo West virou pastor quando deixou o futebol e fundou sua própria igreja em 2014. "Tive um encontro pessoal com Deus", afirmou o ex-atleta em entrevistas. Gabriel Batistuta, jogador de golf e fazendeiro Lenda do futebol, Batistuta fez 56 gols pela seleção da Argentina e disputou as Copas do Mundo de 1994, 1998 e 2002. Quando encerrou a carreira, se dedicou aos negócios. Primeiro, administrou uma construtora. Depois passou a se dedicar à fazenda da família, onde cria cavalos e gado. Paralelamente, Batistuta é jogador de golf e participa de torneios profissionais. Initial plugin text Stéphane Guivarc'h, vendedor de piscina Stéphane Guivarc'h fez parte da França campeã da Copa de 1998, ao lado de nomes como Thierry Henry e Zinedine Zidane. Quando encerrou a carreira, em 2002, começou a trabalhar na empresa de um amigo, vendendo piscinas. "Tudo começou porque a empresa era uma firma de encanamento que fazia uma obra na minha casa. Meu amigo disse que pretendia criar um setor de piscinas e procurava um representante comercial. Como eu estava desempregado na época, disse que poderia ajudá-lo. E, 17 anos depois, continuo trabalhando com ele", contou o ex-jogador. Félix, vendedor de automóveis Félix em treino da seleção brasileira em Guadalajara, em 1970 Agência O Globo O goleiro da seleção brasileira que foi campeã da Copa do Mundo de 1970 chegou a ter concessionárias de automóveis nos anos 2000. Mas não durou muito tempo. Em entrevista ao Globo Esporte, em 2007, ele falou sobre o assunto: "Sou coordenador de uma cooperativa de ex-atletas em São Paulo. Somos terceirizados da prefeitura. Neste caso, sou responsável pela fiscalização de todos os professores da capital. Percorro todas as unidades do projeto, auxiliando os colegas de profissão. Era proprietário de oficinas e agências de carro, mas não tenho muita paciência para o comércio. Gosto mesmo é de futebol", afirmou.
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