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"publishedAt": "2026-06-27T18:56:11.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nA Polícia Federal indiciou o diretor-geral da Agência Nacional da Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, em um inquérito que apurou um esquema de mineração ilegal em Minas Gerais. O indiciamento aponta a prática de advocacia administrativa, por favorecimento de empresários dentro do órgão público. A agência diz, em nota, não ter sido comunicada sobre a conclusão da investigação e que acompanha os desdobramentos do caso. Os investigadores concluíram duas investigações sobre suspeitas de irregularidade envolvendo a mineração ilegal em Minas, das operações Rejeito e Parcours. Além de Sousa, outro diretor da agência, Caio Trivellato Filho, também foi indiciado. A acusação é de corrupção. Procurado, ele não comentou. Em uma audiência pública na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados, em outubro do ano passado, Sousa falou sobre as investigações envolvendo a agência e garantiu que já vinha já vinha alertando para condutas suspeitas envolvendo processos decisórios. — Eu próprio encaminhei, tanto à CGU [Controladoria-Geral da União] quanto à Polícia Federal, várias situações detectadas no âmbito da agência e fui extremamente hostilizado em várias oportunidades, fui vencido em várias deliberações da agência — disse Sousa na ocasião. Em setembro do ano passado, Trivellato chegou a ser preso durante uma das fases da Operação Rejeitos. Na época, a PF destacou que o grupo corrompeu servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização ambiental e controle na área de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças fraudulentas. Com esses documentos, segundo afirma a PF, o grupo explorava ilegalmente minério de ferro em larga escala, inclusive em áreas tombadas e próximas a unidades de preservação, gerando danos ambientais e riscos de desastres socioambientais. Ainda de acordo com a investigação, a suposta organização criminosa chegou a Trivellato, que passou a manter contato com um empresário que, de acordo com a PF, seria um dos líderes do esquema. Os empresários que atuavam com o diretor ditavam como ele agiria. Segundo a PF, Trivellato pediu vista de um processo analisado pela diretoria da ANM para assegurar os interesses do grupo. Em novembro do ano passado, um dos empresários pediu ao diretor a alteração de um voto, para beneficiar uma das empresas. Conforme investigação, a propina era paga a Trivellato por meio de um escritório de advocacia. Confira a nota da ANM: A Agência Nacional de Mineração (ANM) não foi comunicada oficialmente sobre o relatório final da investigação mencionada. A Agência acompanha os desdobramentos do caso e permanece à disposição das autoridades competentes para prestar as informações que forem solicitadas no âmbito das investigações. A ANM reitera que atua no exercício de suas competências legais e regulatórias e adota as medidas cabíveis sempre que formalmente demandada ou quando identificadas situações que exijam providências no âmbito de sua atuação.",
"title": "PF indicia diretor-geral da ANM em inquérito que investigou esquema de mineração ilegal"
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