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  "publishedAt": "2026-06-27T07:30:20.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nNo Brasil, o chamado “divórcio cinza” — a separação de pessoas com mais de 50 anos — cresceu significativamente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 30% a 36% dos divórcios no país envolvem pessoas com 50 anos ou mais, um índice que há uma década não passava de 10%. Somente em 2022, dados mais recentes disponíveis, foram no total 420 mil divórcios concluídos (entre judiciais e extrajudiciais) — destes, 23% envolviam homens com mais de 50 anos e 31% com mulheres acima dessa idade. Acredita-se que um dos motivos esteja relacionado ao aumento da expectativa de vida do brasileiro. O índice calculou que, em 2023, a expectativa de vida chegou aos 76,4 anos, superando patamar pré-pandemia. Dos homens, é de 73,1 anos, enquanto das mulheres é de 79,7 anos. Entretanto, não há pesquisas que indiquem que a maior expectativa de vida impacte na decisão de casais mais velhos se separarem. Os procedimentos para o divórcio de pessoas acima dos 50 anos são os mesmos de processos de separação de pessoas mais jovens, porém, especialistas acreditam que sejam até mais “fáceis”, por não envolver a guarda de filhos menores de idade. Essa geração, normalmente, já tem patrimônio, boa previdência, filhos e, em alguns casos, até netos. Outro motivo é o protagonismo e empoderamento feminino. As mulheres maduras têm impulsionado a maioria dos pedidos de separação (elas pedem 7% a mais do que os homens e pelo menos 3 anos mais novas do que eles). Outros motivos são: autonomia financeira, independência emocional e recusa em manter casamentos insatisfatórios. Veja a evolução de divórcios de pessoas acima dos 50 anos: 2018: 21,05% homens; 28,68% mulheres; 2019: 21,47% homens; 29,03% mulheres; 2020: 21,02% homens; 28,66% mulheres; 2021: 21,99% homens; 28,85% mulheres; 2022: 23,27% homens; 31,12% mulheres.",
  "title": "'Divórcio cinza': separação de pessoas com mais de 50 anos cresceu mais de 30% nos últimos anos"
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