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Relato de Bruna Marquezine sobre mudança de postura e pressão por resultados repercute

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 23, 2026
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Bruna Marquezine levou ao palco de um power talk sobre empoderamento feminino realizado na última segunda-feira (22) uma reflexão que ultrapassou o tom inspiracional e dialogou com uma questão cada vez mais presente entre mulheres de diferentes gerações: o peso da autocobrança e a busca por equilíbrio emocional diante de expectativas constantes de desempenho. Na ocasião, a atriz compartilhou uma mudança de perspectiva que vem guiando sua vida pessoal e profissional, marcada pela decisão de suavizar a rigidez consigo mesma e priorizar a saúde mental. Confira: Bruna Biancardi revela se terceira gravidez com Neymar foi planejada e detalha bastidores do anúncio Saiba: Provocação de Virginia Fonseca após término de Zé Felipe com Ana Castela vem à tona Ao abordar o tema, Bruna relembrou uma fase em que associava conquista a esforço extremo e resistência acima dos próprios limites. Hoje, segundo ela, esse padrão já não faz mais parte de sua forma de conduzir a vida. "Por muito tempo da minha vida eu quis fazer as coisas na raça, custe o que custar. Hoje eu já não quero mais pagar esse preço. Ninguém vai pagar o preço da tua saúde mental. Ninguém vai te dar um prêmio por ter passado por cima de você mesma", afirmou. A fala repercutiu justamente por dialogar com um movimento mais amplo de revisão de comportamentos que por anos foram romantizados, como a ideia de que força significa suportar tudo sem demonstrar fragilidade. No lugar dessa lógica, ganha espaço a valorização de limites mais claros, autocuidado e escolhas alinhadas ao bem-estar emocional. Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor Renata Fornari, o relato de Bruna traduz uma maturidade emocional que vem se tornando mais comum entre mulheres que repensam suas trajetórias. Segundo ela, esse processo envolve romper com padrões de validação externa e reconstruir a relação consigo mesma a partir de escuta e consciência. "Ser dona de si não é controlar tudo. É ter coragem para se ouvir. Durante muito tempo fomos ensinadas a buscar validação através da performance, da produtividade e da aprovação externa. Mas existe um momento em que a mulher percebe que nenhum reconhecimento compensa o abandono de si mesma. É quando ela entende que sucesso sem presença e sem bem-estar cobra um preço alto demais", explica. Na continuidade da conversa, Bruna destacou que suas conquistas mais recentes não nasceram de um esforço de imposição, mas de um alinhamento mais leve com seus próprios valores. Para ela, esse estado de maior gentileza consigo mesma tem sido decisivo em sua trajetória. "Quando eu estou nesse lugar mais gentil, mais paciente comigo mesma, essas conquistas são consequência. Elas vêm com uma sensação deliciosa de alinhamento com quem você realmente é", declarou. Relato de Bruna Marquezine sobre autocobrança e saúde mental chama atenção em evento Reprodução Instagram Renata observa que esse tipo de percepção indica uma mudança importante na forma como mulheres constroem suas metas e lidam com suas ambições. Em vez de viver sob constante pressão por validação, há uma transição para escolhas mais conscientes e coerentes com o que se sente e acredita. "Quando a mulher para de viver para corresponder às expectativas dos outros, ela passa a construir uma trajetória que faz sentido para ela. E isso não diminui sua potência. Pelo contrário. A verdadeira força aparece quando existe coerência entre aquilo que se sente, aquilo que se acredita e aquilo que se escolhe viver. É desse lugar que nasce a sensação de plenitude", diz. A especialista também chama atenção para a necessidade de diferenciar resiliência de autossacrifício, especialmente em discursos sobre superação feminina que, por muito tempo, normalizaram a ideia de suportar sobrecargas como sinônimo de sucesso. "Existe uma diferença enorme entre ser resiliente e se violentar para alcançar resultados. O autoamor não enfraquece ninguém. Ele cria limites saudáveis, fortalece a autoestima e permite que a mulher faça escolhas mais conscientes. Quem aprende a se tratar com respeito deixa de enxergar o sofrimento como requisito para merecer conquistas", observa. Ao defender uma relação mais compassiva consigo mesma, Marquezine contribui para um debate que vem ganhando força na sociedade contemporânea: o de que realização pessoal e profissional não precisa estar associada ao esgotamento. Para Renata, esse movimento representa uma virada simbólica na forma como mulheres entendem sucesso e identidade. "Evoluir não é se tornar alguém diferente para ser aceita. É voltar para si mesma. Quando uma mulher se reconhece como prioridade na própria vida, ela deixa de viver em estado de prova permanente. Ela entende que não precisa conquistar o direito de existir através do esforço excessivo. E essa talvez seja uma das formas mais bonitas de liberdade", conclui.

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