'Tem até granada': Vídeos registram tiros e explosões no Dona Marta durante operação da Polícia Civil na Zona Sul do Rio; veja
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June 23, 2026
Vídeos compartilhados por moradores nas redes sociais registraram uma sequência de tiros e explosões na região do Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, na madrugada desta terça-feira. Os disparos, segundo relatos publicados na internet e enviados ao GLOBO, começaram por volta das 5h30 e puderam ser ouvidos também no Humaitá, em Laranjeiras e em Copacabana. Nas publicações, moradores descreveram momentos de medo diante da intensidade do confronto. “Acordando com um número absurdo de tiros em Botafogo. Alguém sabe que tiros e bombas são esses? Não para de jeito nenhum”, escreveu um internauta. Outro afirmou que “nunca tinha escutado tantos tiros” na região e mencionou explosões semelhantes às de granadas. Initial plugin text Também houve relatos de moradores de ruas próximas ao Dona Marta e de bairros vizinhos. “Muito tiro, escutando no Humaitá”, escreveu uma moradora. Outra afirmou que o barulho podia ser ouvido em Laranjeiras e atribuiu a ocorrência ao Dona Marta. Houve ainda quem levantasse a possibilidade de movimentação também na região do Tabajaras. Initial plugin text Na manhã desta terça-feira, 23 de junho de 2026, a Polícia Civil do Rio deflagrou uma operação no morro Santa Marta, em Botafogo, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). A ação, coordenada pelos delegados Moysés Santana, titular da especializada, e Paulo Saback, delegado assistente, tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela 26ª Vara Criminal da capital contra integrantes de uma organização criminosa que atua na comunidade. Segundo a Polícia Civil, a operação é resultado de uma investigação conduzida ao longo de cerca de 22 meses, no âmbito do Inquérito Policial nº 902-00251/2024. Nesse período, foram realizadas diligências de campo, monitoramentos, cruzamento de dados e outras medidas investigativas para identificar a estrutura da associação para o tráfico na região. As investigações apontaram que a localidade estaria sob domínio territorial de narcotraficantes fortemente armados, responsáveis pela venda de drogas, imposição de regras à população local, vigilância armada dos acessos e manutenção de uma estrutura criminosa voltada à continuidade das atividades ilícitas na comunidade. De acordo com a corporação, a liderança máxima da organização criminosa seria exercida por Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como “Ronaldinho Tabajara” ou “R9”, atualmente preso no Sistema Penitenciário Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ainda segundo a investigação, mesmo custodiado em uma unidade federal, ele continuaria exercendo influência sobre a estrutura criminosa instalada no Santa Marta por meio de subordinados. A Polícia Civil também identificou Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como “Mexicano”, como o principal responsável pela administração das atividades criminosas no morro Santa Marta. Ele exerceria a função conhecida no meio criminoso como “frente”, coordenando a logística do tráfico de drogas, a distribuição de funções entre integrantes da facção e a manutenção do domínio territorial armado. Ao todo, a investigação identificou 44 integrantes da facção criminosa, com funções específicas dentro da estrutura hierárquica, incluindo gerentes, seguranças armados, responsáveis pela comercialização de drogas, vigilantes de acessos e outros colaboradores. Segundo a Polícia Civil, os mandados foram deferidos diante do conjunto probatório reunido durante a investigação e têm como objetivo desarticular a estrutura criminosa instalada na região, coletar novos elementos de prova, enfraquecer a capacidade financeira e operacional do grupo e restabelecer a autoridade do Estado em uma área historicamente impactada pela atuação do narcotráfico armado. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar a análise dos elementos arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais e promover a responsabilização penal dos integrantes da organização criminosa.
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