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"publishedAt": "2026-06-20T15:17:39.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nO falso alerta que chegou a celulares de diferentes regiões do país na madrugada deste sábado (20) chamou atenção não apenas pelo conteúdo incomum da mensagem, mas também pela classificação utilizada. O aviso foi enviado como um \"Alerta Extremo\", categoria reservada para situações de risco iminente à vida e considerada o nível mais grave do sistema de notificações da Defesa Civil. Entenda: Governo diz que foram identificados entre 9 e 10 alertas falsos da Defesa Civil entre sexta e sábado Saiba mais: Milhões de pessoas foram afetadas por ao menos 10 falsos alertas da Defesa Civil, diz governo Esse tipo de alerta é utilizado para comunicar eventos com potencial de causar danos severos à população, como enchentes, deslizamentos de terra, tempestades intensas e outras ocorrências que exigem ação imediata. Quando emitido, o aviso aparece na tela dos celulares compatíveis acompanhado de um som de alta intensidade, mesmo quando o aparelho está no modo silencioso, justamente para garantir que a mensagem seja vista rapidamente. Por que nem todos receberam a mensagem? No caso deste sábado, o alerta não estava relacionado a qualquer situação real de emergência. Em vez de informações sobre um desastre ou ameaça iminente, os usuários receberam apenas a palavra \"misantropia\" — em alguns aparelhos escrita como \"misantropi4\". Segundo a Defesa Civil Nacional, o sistema foi alvo de uma invasão e o disparo teria sido realizado remotamente por alguém que não integra o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. \"A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra \"misantropia\", que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker\", informou o órgão em nota. Outro aspecto que gerou dúvidas foi o fato de nem todos os moradores das áreas afetadas terem recebido a notificação. A Defesa Civil do Rio de Janeiro afirmou que ainda não sabe explicar por que apenas parte da população foi alcançada pela mensagem. Uma das hipóteses discutidas por especialistas e usuários nas redes sociais envolve o funcionamento do sistema Cell Broadcast, tecnologia utilizada para a transmissão dos alertas. O mecanismo envia mensagens para aparelhos conectados às antenas de telefonia dentro de uma determinada área de cobertura, o que pode resultar em diferenças de alcance dependendo da localização do usuário, da rede utilizada e do momento da transmissão. Após o episódio, a Defesa Civil Nacional informou que a plataforma de alertas foi desativada preventivamente por volta de 1h30 e que a Polícia Federal deverá ser acionada para investigar a origem da invasão. Enquanto isso, autoridades reforçam que não havia qualquer situação de risco relacionada a desastres naturais que justificasse a emissão de um Alerta Extremo para a população.",
"title": "'Alerta Extremo': entenda a categoria usada para avisos de risco iminente à vida"
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