PT sai em defesa de Jaques Wagner após senador ser alvo da PF no caso Master: 'Tem toda a nossa confiança'
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June 18, 2026
O Partido dos Trabalhadores (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (BA), que foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira. A corporação apontou que o senador foi o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master. Presidente nacional do PT, Edinho Silva disse ter confiança que o correligionário “esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”. ‘Você sabe da minha história’ e ‘o preço é R$ 2,45 milhões’: Mensagens mostram relação próxima entre Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro, diz PF 'Líder do governo Lula': Bolsonaristas repercutem operação da PF que mira envolvimento de Jaques Wagner no caso Master “O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”, afirma Edinho em nota. Já o diretório baiano do PT reafirmou “total e plena confiança nas condutas do senador”. “Ao longo de toda sua vida política, Wagner foi acusado injustamente inúmeras vezes e jamais teve absolutamente nada que o desabonasse. O andar das investigações vai mais uma vez provar que Wagner nunca se envolveu com qualquer ato ou ação fora da legalidade”, diz a nota do PT da Bahia. A PF suspeita da atuação parlamentar de Jaques Wagner em temas de interesse do Banco Master. Ao pedir para fazer buscas em endereços do senador, a corporação afirmou que o parlamentar manteve interlocução direta com o empresário Augusto Lima durante a tramitação de propostas, no Congresso Nacional, sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ainda durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília. Os investigadores suspeitam da atuação de Jaques em três momentos: a apresentação de emenda a uma Medida Provisória, editada em 2022, sobre o aumento da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, com autorização para empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda; na tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); na fiscalização da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A PF também apontou nesta quinta-feira que o senador foi o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. Líder do governo no Senado, Wagner sempre negou ter qualquer relação com as “falcatruas” do Banco Master - como ele mesmo chamou o esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira em fevereiro deste ano. O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na Operação de hoje. A PF identificou uma mensagem em que o petista envia a Lima detalhes sobre um apartamento que ele estaria interessado em adquirir em Salvador. "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões", escreveu ele. A mensagem é datada de novembro de 2024. Em outra conversa, a PF diz que Wagner pediu a Lima ingressos no valor de R$ 63,3 mil para o show de uma cantora internacional que seria realizado na Califórnia. Em mensagem remetida em novembro de 2023, o petista questiona Lima sobre os "ingressos de sábado", ao que ele responde: "Pronto amigo. Seguem os dois. Abs". A PF aponta o "uso gratuito" por Wagner de aeronaves ligadas a Lima. Em um desses voos, ocorrido em outubro de 2023, o empresário coloca um jatinho à disposição do petista para que ele viajasse com a família de Salvador à "Ilha da Paixão", que pertencia ao ex-sócio do Master.
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