{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreieoyh5zld4ikakk7sgh3xq72zbwjan6gmnw2ng7uoam65aqtnmooa",
    "uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mokywaw6i342"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiccqxk3fk6u6kx37m47vdjzwedcezuxcciswodolcplss25mjskci"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 54821
  },
  "path": "/rio/noticia/2026/06/18/ex-vereador-alvo-de-operacao-por-elo-com-o-tcp-e-investigado-por-suspeita-de-esconder-drogas-e-armas-de-peixao-em-comite-eleitoral.ghtml",
  "publishedAt": "2026-06-18T13:36:10.000Z",
  "site": "https://oglobo.globo.com",
  "tags": [
    "O Globo"
  ],
  "textContent": "\nO ex-vereador Ulisses Marins é investigado em um procedimento da Polícia Civil por suspeita de esconder armas e drogas da quadrilha do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, em um imóvel que funcionava como seu comitê eleitoral. De acordo com um documento encaminhado pela Promotoria de Investigação Penal da Penha e de Irajá à delegacia responsável pelo caso, Marins utilizaria o local para armazenar materiais ilícitos do grupo criminoso. Peixão é apontado como um dos principais chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) e exerce influência em Parada de Lucas e no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A informação chegou aos órgãos públicos por meio de uma denúncia encaminhada ao Disque Denúncia. O ex-vereador é um dos alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira, que investiga a ligação de agentes políticos com integrantes do TCP. Esconderijo do traficante Peixão tem placa de projeto social com nome de parlamentares Políticos investigados têm votação maior em locais perto de 'resort' do tráfico no Complexo de Israel No registro feito na delegacia, consta que Peixão teria financiado a campanha de Marins para vereador e que os dois manteriam laços estreitos. O registro de ocorrência foi feito em fevereiro deste ano, após requisição de uma promotora do Ministério Público do Rio. Reunião no 16º BPM De acordo com as investigações, o deputado Val Ceasa e o ex-vereador Ulisses Marins estariam envolvidos no cancelamento de uma operação marcada para dezembro de 2023 para demolir o resort de Peixão. Segundo o MPRJ, a dupla teria ido ao 16º BPM (Olaria) no dia 11 de dezembro daquele ano e solicitado ao comandante do batalhão informações sobre uma operação policial sigilosa. Em depoimento, o comandante afirmou que Val Ceasa defendeu o local, alegando que ele era utilizado para “ações sociais”, e que teria sido informado sobre a ação por integrantes da associação de moradores. Após a intervenção dos políticos, a PM esteve no local, onde foi instalada uma faixa — que antes não existia — com a inscrição: “Colônia de Férias do Projeto de Deus Kids\". Segundo o Ministério Público, em inúmeras operações realizadas pela polícia, nunca foi constatada qualquer ação social no local. Segundo o MPRJ, após a ida dos políticos ao 16º BPM, foram realizadas mudanças no local com o objetivo de “disfarçar” que o espaço era utilizado por integrantes do TCP. Além da instalação de uma faixa fazendo referência a supostas atividades sociais, a academia de ginástica foi desmontada e a pintura alusiva à facção criminosa foi apagada. Galerias Relacionadas Entenda a operação O MPRJ cumpre nesta quinta-feira 14 mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador Ulisses Marins, atualmente servidor municipal, e o ex-assessor parlamentar Jair de Mendes. Eles são investigados por suspeita de envolvimento com o Terceiro Comando Puro (TCP). Os mandados são cumpridos no gabinete do parlamentar na Alerj, além de endereços na Ceasa, na capital fluminense e no Espírito Santo. Operação na Alerj mira deputado Val Ceasa; ex-vereador e ex-assessor parlamentar também são alvos por suspeita de ligação com o TCP Segundo o MPRJ, a investigação começou após surgirem indícios de que os agentes públicos teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados à facção em Parada de Lucas, no Complexo de Israel. Os investigadores apontam que eles teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais, versão que não foi confirmada pelas apurações. A operação acabou sendo adiada. Initial plugin text",
  "title": "Ex-vereador alvo de operação por elo com o TCP é investigado por suspeita de esconder drogas e armas de Peixão em comitê eleitoral"
}