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Durigan diz que confia em Jaques Wagner e que ele vai se explicar sobre investigações do Master

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 18, 2026
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que “confia” no líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), e que ele tem que ter a oportunidade de se explicar sobre as investigações relacionadas ao caso do Banco Master. Wagner é um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira. — Eu confio e gosto muito do Jaques, acho que ele tem que ter a oportunidade de se explicar, de se defender. E confio que ele vá poder fazer isso — disse. Durigan fez uma comparação velada com o tratamento do Master no governo anterior, citando que a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva atuou para barrar as emendas para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que beneficiaria o banco de Daniel Vorcaro. A emenda foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro e que também é investigado no caso Master. O ministro também citou que a gestão atual da Fazenda agiu para evitar que o prejuízo fiscal fosse utilizado em benefício do Banco Master, em eventual venda da instituição. — Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques vai prestar os esclarecimentos devidos para a Justiça — reforçou. Durigan também repetiu o argumento do governo de que o início do “escândalo” do Master tem o marco, que foi a autorização do Banco Central em 2019 para que Vorcaro assumisse o banco. Isso aconteceu quando Roberto Campos Neto, que era próximo de Bolsonaro, era presidente do BC. O ex-diretor do BC entre 2017 e 2023, Paulo de Souza, é investigado pela Polícia Federal por atuar como um assessor informal de Vorcaro dentro do órgão. — O escândalo do Banco Master, que, segundo o ex-ministro Fernando Haddad e eu concordo com ele, é um dos maiores escândalos do nosso sistema financeiro, tem um nascedouro, que foi a autorização em 2019 para o Daniel Vorcaro instituir e formar o banco. E todas as aquisições que foram feitas, a expansão do negócio e a aquisição de carteiras de 2019 a 2024, durante a gestão do ex-presidente do Banco Central, certamente, inclusive com ex-diretores (do BC) investigados, alvo de mandados da Justiça, o que mostra que a gente tem que melhorar a supervisão bancária, inclusive não simplesmente no BC, mas com outras instituições.

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