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Raúl Castro aprova reformas econômicas em Cuba em meio a grave crise

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 18, 2026
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O ex-presidente cubano Raúl Castro aprovou, nesta quarta-feira, um pacote de reformas econômicas debatido por importantes representantes do Partido Comunista (PCC, o único partido legal) em Havana, com o objetivo de lidar com a crise na ilha, que sofre pressão de Washington. Castro, de 95 anos, não ocupa nenhum cargo oficial, mas continua sendo uma figura-chave no poder cubano. A Presidência informou, em sua conta nas redes sociais, que ele participou da reunião por videoconferência. Alívio para os torcedores: Em uma Cuba atingida pela crise, a Copa do Mundo oferece um breve respiro Com poderio militar em declínio: Cuba tem poucas chances de defesa em caso de ataque dos EUA, avaliam especialistas Em uma carta assinada pelo ex-presidente e apresentada durante a reunião, Castro afirmou que transformar a economia "é o que mais beneficia a Revolução hoje". O comitê central do PCC analisou cerca de vinte propostas na sessão plenária extraordinária, que visam abrir mais setores ao investimento privado, atrair mais capital de cubanos residentes no exterior e reduzir o tamanho do Estado, em meio ao embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos à ilha desde janeiro. As reformas, apresentadas anteriormente pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, podem ser aprovadas pela Assembleia Nacional já nesta quinta-feira, menos de uma semana após o seu anúncio. "Embora reconheçam os mecanismos de mercado como instrumentos para a alocação eficiente de recursos, não implicam de forma alguma o abandono da responsabilidade social do Estado", afirmou o primeiro-ministro, Manuel Marrero, citado pelo governo no X. No entanto, permanece incerto se essas medidas serão suficientes para satisfazer o presidente dos EUA, Donald Trump, que deixou claro que busca mudanças e sugeriu a possibilidade de "assumir o controle" da ilha, localizada a cerca de 150 quilômetros da Flórida. Após anos negando a magnitude do problema, o governo cubano parece compelido a agir diante da deterioração econômica, da pressão social e do crescente isolamento internacional, que limitam cada vez mais sua margem de manobra. O embargo de petróleo imposto por Trump em janeiro levou a economia cubana, já fragilizada, à beira do colapso, marcada por apagões que agora ultrapassam 30 horas e escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos. Initial plugin text Empresas privadas, autorizadas em 2021 e com permissão para empregar até 100 pessoas, tornaram-se um componente cada vez mais importante da economia. Díaz-Canel indicou que os cubanos — tanto na ilha quanto no exterior — terão as mesmas condições que os investidores estrangeiros, alguns dos quais se retiraram recentemente devido às sanções americanas. Ele também anunciou planos para reduzir o tamanho do Estado, diminuindo o número de ministérios e funcionários públicos.

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