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Epidemia de Ebola na República Democrática do Congo pode durar um ano e ainda não atingiu seu pico, diz Cruz Vermelha

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 16, 2026
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A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) poderia durar um ano, advertiu, nesta terça-feira (16), um representante da Cruz Vermelha, segundo o qual o pico do surto ainda não foi atingido. — Tememos que essa epidemia dure ainda um ano antes de chegar ao fim — declarou Bruno Michon, chefe de operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), durante uma coletiva de imprensa. Em circulação: Cientistas correm para desenvolver tratamentos para o novo vírus do ebola e conter surto atual Sintomas após viagem: SP descarta segunda suspeita de ebola Assim como outras organizações apontaram, Michon explicou que há uma "falta cruel de capacidade de diagnóstico", o que torna "muito difícil saber exatamente até que ponto a epidemia está se espalhando". — Acho que o pico não ficou para trás, mas ainda está por vir — expressou em várias ocasiões. Os dirigentes do G7, grupo das sete economias mais industrializadas do planeta, reunidos em Evian, no leste da França, exigiram, nesta terça-feira, "uma resposta forte e coordenada" para conter a epidemia, cujo epicentro se encontra em "uma zona isolada e afetada pelo conflito" na RDC. Em 15 de maio, a RDC declarou um surto de Ebola, o 17º registrado no país, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) ativou o alerta sanitário internacional dois dias depois. O surto também chegou à vizinha Uganda, onde foram confirmados 19 casos, incluindo duas mortes. 'Não há ebola aqui': diz mulher em vídeo que viralizou sobre epidemia no Congo; como a desinformação dificulta o combate à doença Absurdo: Equipe funerária do Ebola é atacada no Congo, e 11 pacientes fogem de unidades de isolamento Não existe nem vacina, nem tratamento aprovado contra a rara cepa Bundibugyo, responsável por esta epidemia. Segundo a OMS, com base em dados das autoridades congolesas, foram registrados 808 casos e 192 mortes, o que supõe uma taxa de letalidade de 24%. No enanto, os números oficiais "provavelmente só refletem uma parte da realidade", afirmou a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) na segunda-feira. — Para frear a epidemia, é preciso investir não só na resposta sanitária, mas também na confiança da população, nos voluntários locais, no compromisso das comunidades e no acesso operacional ao terreno — exortou o encarregado da FICV. Segundo ele, voluntários da Cruz Vermelha na RDC foram vítimas, nas últimas semanas, de insultos, ameaças e inclusive agressões físicas no exercício de suas funções. — A confiança não é um aspecto secundário na resposta ao Ebola. A confiança é fundamental. Sem confiança, não podemos detectar os casos a tempo — concluiu.

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