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  "textContent": "\nO presidente francês, Emmanuel Macron, recusou-se a retirar o imposto digital do país após Donald Trump ameaçar tarifas de até 100% sobre o vinho francês, preparando o terreno para um confronto quando os dois líderes se encontrarem na cúpula do Grupo dos Sete (G7), que começa hoje na pitoresca cidade de Evian. nos Alpes franceses. Ainda em rascunho: Comunicado final do G7 vai citar os ‘riscos potenciais’ da inteligência artificial Lula: Presidente chega ao G7 e se reúne com presidente da Suíça para debater minerais críticos e inteligência artificial A França impôs em 2019 uma taxa de 3% sobre as receitas auferidas por empresas de tecnologia — incluindo gigantes americanas como Facebook, Amazon, Apple e Alphabet (empresa controladora do Google) — dentro das fronteiras do país. — Este imposto digital foi decidido pelos europeus. Vários países o implementaram. Faz parte da nossa legislação. Não cabe aos Estados Unidos decidirem sobre as leis europeias ou francesas — isso é normal e não será diferente, pelo menos enquanto eu estiver aqui — declarou Macron à emissora TF1 durante o G7. Antes de chegar para a cúpula do G7, Trump declarou ao New York Post que os Estados Unidos “não terão outra escolha” a não ser impor mais tarifas, que poderiam chegar a 100%, sobre o vinho e o champanhe franceses, a menos que Paris removesse o imposto sobre serviços digitais aplicado às empresas de tecnologia. Initial plugin text Macron afirmou que desejava ter uma \"discussão respeitosa, porém firme\" com Trump sobre a questão: — Teremos uma discussão respeitosa, mas firme, que consistirá em explicar como as coisas funcionam. Vamos resolver tudo isso de maneira respeitosa, por meio do diálogo —disse Macron enquanto se preparava para receber Trump e outros líderes na cúpula às margens do Lago de Genebra. Esta é a segunda vez que Macron sedia uma cúpula do G7 e será a última como líder da França, já que seu mandato presidencial termina em maio. Sua relação com Trump tem sido turbulenta e, nesta fase final de sua carreira política, ele parece menos preocupado em agradar o presidente americano, adotando uma postura mais combativa. Assim, quando se trata das ameaças comerciais de Trump e de seu hábito de recuar em algumas disputas, alguns líderes estão mais dispostos a encará-las com tranquilidade — especialmente quando se trata de algo que já ouviram antes ou quando precisam demonstrar que a Europa pode manter uma posição firme. Míriam Leitão: Encontro entre Lula e Trump no G7 ainda não está confirmado, diz Lyrio Depois que a Suprema Corte anulou, em fevereiro, as tarifas globais de Trump, o presidente não dispõe de um caminho claro para implementar rapidamente uma tarifa sobre as importações de vinho francês. A decisão impediu Trump de impor tarifas usando poderes de emergência. Ele ainda poderia recorrer a outros dispositivos legais para taxar os vinhos franceses, mas esse processo exigiria investigações comerciais que poderiam levar meses. Trump e Emmanuel Macron vêm entrando em conflito há anos por causa dos impostos sobre serviços digitais que se aplicam a empresas como Amazon e Meta. A França foi pioneira na adoção desse tipo de tributo, em meio a uma disputa internacional mais ampla sobre a tributação dos lucros das gigantes globais de tecnologia. Os dois líderes se encontrarão na tarde desta segunda-feira, logo após a chegada de Trump. E, ao final da cúpula, Macron oferecerá a ele um jantar comemorativo no Palácio de Versalhes, próximo a Paris. Pauta de Durigan no G7: Estratégias para conter impactos da guerra, Brasil como destino seguro de investimentos e minerais críticos Mas o ressurgimento dessa disputa compromete os esforços de Emmanuel Macron para obter a cooperação de Donald Trump em uma reunião crucial do G7 nos próximos dias, que abordará uma série de outras questões, começando pelo acordo entre os Estados Unidos e o Irã sobre a reabertura do Estreito de Hormuz. O presidente americano tem ameaçado repetidamente impor tarifas sobre os vinhos franceses. No início deste ano, ele chegou a prometer uma tarifa de até 200% em meio a uma disputa separada envolvendo a recusa de Paris em aceitar um convite para participar de seu chamado “Conselho da Paz” (Board of Peace). Além do simbolismo de atingir um produto emblemático, os consumidores americanos representam uma parcela significativa das exportações francesas de bebidas alcoólicas. A Casa Branca não respondeu aos questionamentos sobre a reação de Emmanuel Macron nem forneceu mais detalhes sobre a ameaça feita por Donald Trump. Macron acrescentou que as tarifas dos Estados Unidos não estão resolvendo nenhum problema comercial e começam a elevar os preços para os consumidores americanos. Ele defendeu a aplicação do acordo comercial entre os EUA e a União Europeia concluído no ano passado, pelo qual o bloco europeu estaria sujeito a tarifas de 15% sobre a maior parte de suas exportações. — Agora, precisamos de estabilidade. As tarifas não são boas para ninguém e, acima de tudo, tarifas entre os países do G7 — afirmou Macron, defendendo a \"estabilidade\" comercial.",
  "title": "Macron reage após ameaça de Trump: 'Não cabe aos EUA decidirem sobre as leis europeias'"
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